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SÃO PAULO – A taxa média cobrada nos empréstimos pessoais caiu, em outubro, pela primeira vez desde dezembro de 2004. De acordo com pesquisa do Procon-SP, os juros mensais passaram de 5,46% para 5,42%.
Entre dez instituições financeiras pesquisadas, quatro apresentaram recuo na taxa do empréstimo pessoal. No Banco Real, por exemplo, os juros passaram de 5,90% para 5,70% ao mês, enquanto a Caixa Econômica, que antes cobrava 5,28%, agora pratica uma taxa média de 5,10%.
O Bradesco e o HSBC também registraram variação negativa em suas taxas, embora em intensidade bem menor. No primeiro, os juros caíram de 5,87% para 5,85% ao mês. Por sua vez, o HSBC alterou o percentual médio de 5,07% para 5,06%.
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Embora não tenha apresentado qualquer variação dos juros em relação a setembro, a Nossa Caixa (4,25% ao mês) e o Itaú (5,95%) representam os bancos onde foram encontradas, respectivamente, a menor e a maior taxa do mês.
Cheque especial
A mesma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (13) mostra que a taxa média do cheque especial manteve-se estável em outubro em 8,32%. Entretanto, se o arredondamento das casas decimais não for utilizado, houve uma queda insignificante com os juros passando de 8,317% em setembro para 8,315% em outubro, ou o primeiro recuo desde agosto de 2004 para a modalidade.
Ainda de acordo com o levantamento, enquanto nove instituições financeiras mantiveram as taxas de juros praticadas no mês passado, apenas o Bradesco ajustou para baixo sua taxa, que caiu de 8,33% para 8,31% ao mês.
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No que se refere aos extremos na pesquisa, a Caixa Econômica apresentou a menor taxa do mês, de 7,95%, enquanto o Banespa, Itaú e Santander (8,50%) dividem o posto dos juros mais elevados, segundo a pesquisa.
Análise do Procon
De acordo com a Fundação Procon-SP, o resultado observado no mês é reflexo da queda da taxa Selic em setembro último, que passou de 19,75% para 19,50% ao ano.
O órgão destaca ainda que ainda há espaço para novos cortes e atenta para o fato de que o Brasil completou seu primeiro ano na liderança do ranking mundial dos juros reais: 14,3%. O País “conquistou” o posto em setembro de 2004, quando ultrapassou a Turquia.