Jovens são maioria nos financiamentos imobiliários, mostra Caixa

No ano passado, mutuários com até 30 anos representaram 36% dos contratos. Pessoas com idade entre 31 e 40 anos eram 32%

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SÃO PAULO – Jovens com até 30 anos são os principais tomadores de empréstimos para a compra de casas e apartamentos. Pesquisa feita pela Caixa Econômica Federal revela que, no ano passado, 36% dos contratos foram firmados por pessoas nessa faixa etária, contra 32% do público com idade entre 31 e 40 anos.

Em 1997, brasileiros entre 31 e 40 anos eram responsáveis por 44% dos financiamentos, deixando fatia de 20% para os mais jovens. A partir de 2002, o cenário começou a mudar. Mutuários com até 30 anos passaram a investir nessa modalidade e representaram 355 dos acordos.

Virada

“A virada aconteceu a partir de 2003 e se consolidou no ano passado”, disse a entidade, por meio de nota. Em 2007, os jovens passaram a ser responsáveis por 36% dos empréstimos fornecidos. O pico foi atingido em 2006, com 38%.

Contratos
Ano Até 30 anos De 31 a 40 anos Demais faixas
1997 20% 44% 36%
1998 28% 38% 34%
1999 30% 37% 33%
2000 31% 36% 33%
2001 32% 34% 34%
2002 35% 35% 30%
2003 36% 34% 30%
2004 37% 32% 31%
2005 37% 32% 31%
2006 38% 31% 31%
2007 36% 32% 32%

Fonte: CEF

Segundo o estudo, nos últimos dez anos, o banco liberou crédito para mais de um milhão de jovens. A distribuição dos contratos mostra que 55% dos financiamentos são de imóveis na planta, 15% de imóveis novos e 30% de imóveis usados. O prazo médio dos empréstimos é de 144 meses (12 anos).

Empréstimo

Apenas para se ter uma idéia, as operações contratadas pelos agentes financeiros do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), que operam com recursos das cadernetas de poupança, atingiram R$ 18,3 bilhões no ano passado, o que significa um aumento de 96% sobre 2006 (R$ 9,3 bilhões).

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O valor médio de casas e apartamentos financiados aumentou em mais de 50% entre 2002 e 2007. Conforme dados da Abecip (Associação Brasileira das Empresas de Crédito e Poupança), em valores, a variação foi de R$ 61 mil para R$ 93 mil no intervalo de tempo.

A CEF representa um terço do mercado como um todo.