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SÃO PAULO – Uma das dificuldades de quem aluga um imóvel em outro estado é encontrar um fiador. Por isso, o locatário acaba aderindo a outras formas de garantia mais onerosas, como a caução e o seguro-fiança. No entanto, algumas imobiliárias do Brasil já oferecem o fiador interestadual.
Associadas à ABMI (Associação Brasileira do Mercado Imobiliário), elas evitam os próprios gastos extras, além de gerar economia para o próprio fiador e o locatário. No caso da imobiliária, a economia acontece porque, em caso de inadimplência, será menos oneroso buscar o fiador.
De acordo com a vice-presidente da associação, Virgínia Duailibe, a economia que o fiador tem é não ter de se locomover para assinar o contrato no outro estado.
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Economia ao interessado
Mas também há economia para o locatário. “O fiador interestadual não traz nenhum custo adicional”. Diferentemente do que acontece com o seguro-fiança. “O locatário contrata a seguradora e paga o equivalente a um mês de aluguel. Exemplo: ao invés de pagar 12 meses, pagará 13. O valor do aluguel adicional pode ser dividido”, afirma Virgínia.
Já no caso da caução, o desembolso é maior. “Abre-se uma conta conjunta entre locador e locatário e quem está alugando deposita algo em torno de três vezes o valor do aluguel, de uma vez. Se, ao final do aluguel, não estiver inadimplente, ele receberá de volta o valor corrigido como poupança”.
Porém, se houver algum dano ao imóvel, conta de consumo atrasada ou aluguel não pago, o valor vai para quem aluga o imóvel.
Como funciona
Virgínia explica que muitas cidades recebem pessoas de fora para trabalho ou estudo, por tempo determinado. Florianópolis e outras cidades do sul, por exemplo, têm uma demanda muito grande de estudantes de MBA e universitários.
Ao ser questionada sobre como funciona o fiador interestadual, ela dá o seguinte exemplo. “Eu preciso de um fiador em Brasília. O corretor da locação entra em contato com uma imobiliária em Brasília com todos os dados do imóvel (IPTU, valor)”.
“Um funcionário será responsável por entrar em contato com a imobiliária da cidade do fiador. Esta imobiliária analisará as condições do fiador, que precisa se dirigir à empresa para passar os dados. Faz-se a análise de crédito e da capacidade de renda do fiador. Depois disso, um formulário com a resposta é repassado à Brasília”, completa.
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A vice-presidente disse que todo o processo dura, no máximo, 72 horas. O interessado, porém, deve procurar uma imobiliária associada à ABMI para fazer o negócio.