Intercâmbio: quanto custa mandar os filhos para o exterior

Aprenda a planejar a viagem da garotada e garanta o amadurecimento pessoal durante a adolescência

Publicidade

SÃO PAULO – Apesar da alta do dólar, os intercâmbios culturais continuam fazendo sucesso entre os filhos de
famílias de classe média alta por todo país. Estudar durante a adolescência por um semestre ou um ano fora
da Brasil é uma oportunidade ímpar, que traz um grande amadurecimento e uma forte realização pessoal a milhares de jovens. Falar um segundo, ou até mesmo um terceiro idioma, já virou pré-requisito para um bom desenvolvimento
profissional, ao passo que viagens internacionais contam muitos pontos em qualquer processo de seleção
de empresas.

Embora os preços do intercâmbio não sejam dos mais atrativos, é possível planejar as finanças familiares e mandar os filhos para o exterior sem ter que apertar o orçamento de casa. Em geral, um programa de intercâmbio de um ano não sai por menos de R$ 15 mil, incluindo a passagem aérea, item que mais costuma encarecer a viagem. De qualquer forma, o dinheiro gasto deve ser considerado com um investimento, que trará excelentes retornos ao longo da vida dos filhos.

EUA ainda são o destino da maioria dos estudantes

De acordo com Claudia Martins, diretora de marketing da STB, Student Travel Bureau, a maior vantagem para o
jovem que passa um período de sua adolescência no exterior é o crescimento pessoal. “Além de proporcionar a seu filho uma educação num país com grandes recursos, o mais importante para ele será a possibilidade de vivenciar um situação diferente”.
Anualmente a STB manda cerca de 800 a 900 estudantes para o exterior, principalmente aos EUA. Segundo
Claudia, a procura é cada vez mais assutadora. “Os estudantes ainda continuam preferindo os EUA, mas
cresceu muito a procura por outros países como Inglaterra, Suíça, Austrália e Nova Zelândia.

A terra do Tio Sam ainda é o destino mais disputado pelos brasileiros em busca de novidades. A preferência
é facilmente explicada, não apenas pela familiaridade cultural, mas pelos custos do intercâmbio. Passar uma
temporada numa High School norte-americana, como são chamados os colegiais do país, é bem mais barato do
que optar por uma escola na Europa ou na Oceania. Um semestre semestre nos EUA fica em torno de US$ 3.950,
sem a passagem aérea, enquanto o mesmo período na Nova Zelândia e na Austrália sai em média US$ 5.750 e
13.440 dólares australianos, respectivamente.

Qual o melhor momento para sair do país?

“Não existe regra para definir um momento certo de um adolescente deixar a família e passar um tempo sozinho
no exterior” alerta a psicóloga Elisabeth Fragoso Dib. “Vai depender da maturidade de cada um. Têm aqueles
que com 15 anos já estão determinados e sabem que não vão ter problemas lá fora. E existem aqueles com
maiores dificuldades de trabalhar com os vínculos afetivos”.

O fato é que os brasileiros entram muito cedo na faculdade, e em muitos casos fazem uma escolha
equivocada por pura falta de maturidade. Um intercâmbio pode sem dúvidas auxiliar nesse processo
de decisão profissional e não deve, portanto, ser encarado como um “tempo perdido”. Entrar mais cedo na
universidade não torna ninguém mais preparado para o mercado de trabalho.

Continua depois da publicidade

Como programar a viagem?

Com os preços dos intercâmbios um tanto salgados, começar a planejar a viagem logo cedo facilita
bastante. As agência de viagens promovem cursos e palestras durantes seis meses antes do embarque do
estudante. Esse é o período mínimo para que os jovens recebam informações para aproveitar melhor o tempo
fora do Brasil. No entanto, o planejamento familiar deve começar bem antes. Preparar as emoções e o bolso
demanda muito tempo, de modo que se a família deixar tudo para a última hora, poderá estar colocando em
risco a viagens dos filhos.

Juntar R$ 15 mil pode não ser tão difícil quanto parece. Aplicando R$ 100 por mês num fundo DI, por
exemplo, seria preciso de aproximadamente 7 anos para juntar o valor acima. Naturalmente, devido aos custos
serem em dólares, o ideal é investir num fundo cambial. Ninguém quer ver o dinheiro economizado
durante anos ir por água abaixo caso ocorra uma desvalorização da moeda nacional. Planejar o lado
afetivo e o lado financeiro é o primeiro passo para garantir o sucesso do intercâmbio de seu filho. O
restante será por conta dele.