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SÃO PAULO – As recentes valorizações do dólar não devem mexer com a intenção dos brasileiros de viajar para fora do País. As empresas de intercâmbio, por exemplo, mantêm a expectativa de crescimento para o ano, mesmo com os pacotes de viagem mais caros.
De acordo com o diretor da Intercultural Cursos no Exterior, Felipe Jendiroba, as recentes altas da moeda norte-americana não abalaram a intenção de ninguém. “Mesmo quando o interessado tiver noção desta alta, ele vai perceber que o dólar ainda está muito baixo. Ainda está acessível viajar para o exterior”, afirmou.
Além disso, ele afirmou que muitas pessoas vão viajar para trabalhar em outro país. Se ganharem em dólar, há um ponto positivo da apreciação, já que a moeda valerá mais.
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Devido a todos estes motivos, Jendiroba explicou que, apesar de uma possível desaceleração nas vendas, a empresa fecha o ano com crescimento no faturamento. A alta prevista é de 30% a 35%. “Mesmo com desaceleração, o que já foi feito no primeiro semestre já garante uma alta significativa”, explicou.
Brasileiro pautado pelo bolso
De acordo com a gerente de Comunicação da STB (Student Travel Bureau), Cláudia Martins, quando o assunto é o intercâmbio, o brasileiro ainda é pautado pelo bolso. Ela afirmou, porém, que não é possível prever ainda os impactos da alta do dólar na intenção de o brasileiro viajar.
O que vai acontecer, segundo explicou, é que as pessoas que já compraram pacotes para o final do ano vão querer adquirir logo seus dólares para viajar, uma vez que ele poderá ficar ainda mais caro. “A escalada do dólar está coincidindo com um início de temporada. Então, as pessoas vão comprar mais cedo”.
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Mesmo com esta alta, a expectativa da agência de viagem é de um crescimento de cerca de 20% no número de viagens para este ano, na comparação com o ano anterior.
Estabilidade econômica incentiva viagem
Na CI (Central do Intercâmbio), o crescimento previsto para este ano é de 39%, em número de passageiros, motivado pela estabilidade econômica. No ano passado, a empresa atendeu 35 mil pessoas.
De acordo com um dos sócio-fundadores da empresa, Celso Garcia, o intercâmbio se disseminou devido ao aprimoramento do mercado no Brasil. “Para que tantos jovens se divirtam e marquem suas vidas com uma experiência positiva precisamos de muito profissionalismo”, disse.
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Dólar baixo muda perfil de viajante
Conforme explicou Jendiroba, diretor da Intercultural, com o dólar baixo, o que acontece é que o brasileiro de menor renda consegue ter acesso ao produto intercâmbio, algo que não era realidade no passado.
Outro fator que facilita este acesso são as inúmeras condições de pagamento. “Que permite que o interessado pague de forma tranqüila e ainda tenha dinheiro para gastar no destino”, afirmou a gerente de comunicação da STB, Cláudia Martins.