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SÃO PAULO – O início da produção nacional de iPads pela empresa Foxconn, previsto anteriormente para o mês de julho, foi adiado para setembro, de acordo com o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.
Segundo o ministro, o atraso na produção do tablet aconteceu por dois fatores: primeiro, a alça de acesso para a fábrica, localizada em Jundiaí, não ficou pronta por conta de um atraso nas obras. Este acesso, segundo o ministro, é importante para escoar a produção da fábrica.
Além disso, a falta de profissionais qualificados também provocou esta alteração no início da produção do iPad nacional. De acordo com Mercadante, houve um atraso na contratação de 175 engenheiros, que já estão fazendo estágio na China. Segundo o ministro, a Foxconn necessita de 200 profissionais para a produção nacional do tablet.
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O ministro também ressaltou que oito empresas foram licenciadas para produzir tablets no País, entre elas a Samsumg, Semp Toshiba, HP, Apple e Positivo.
Medida Provisória
No dia 23 de maio foi publicada a MP (Medida Provisória) 534/11, que dá incentivo fiscais aos tablets fabricados no Brasil, com o objetivo de diminuir os preços. A medida inclui esses dispositivos na chamada Lei do Bem e reduz de 9,25% para zero a incidência dos tributos PIS e Cofins sobre os tablets fabricados no Brasil.
A proposta também diminui a incidência do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e do Imposto sobre Importação.
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Segundo o Governo, com os incentivos, os tablets nacionais devem ficar, em média até 30% mais baratos do que os importados.
Regras
No início de junho, o governo publicou no Diário Oficial da União alguns critérios para as empresas que têm interesse em produzir tablets no Brasil, utilizando benefícios fiscais.
Segundo o documento, as telas de cristal líquido, plasma ou outras tecnologias, inclusive com a estrutura de fixação e com dispositivo sensível ao toque, só terão obrigatoriedade de serem produzidas no País a partir de 1º de janeiro de 2014.
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O Governo também estabeleceu que a placa-mãe (dispositivo central que agrega os componentes do computador) deverá ter produção nacional de pelo menos 50% do total de produtos comercializados ainda este ano.