Inflação da baixa renda registra aumento e atinge 0,23% em novembro

Nos últimos 12 meses encerrados em novembro, alta dos preços do IPC-C1 é de 4,11%, contra 4,23% da inflação geral

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SÃO PAULO – Entre os meses de outubro e novembro, o IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1) apresentou variação de 0,23%, abaixo da inflação geral medida pelo IPC-BR, que ficou em 0,26%. O resultado mensal, de acordo com dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta segunda-feira (7), foi 0,42 ponto percentual maior do que o registrado um mês antes, -0,18%.

Nos últimos doze meses, o índice acumula variação de 4,11%. No mesmo período, o IPC-BR registrou taxa da 4,23%. Já no acumulado do ano, o IPC-C1 está em 3,52%, enquanto o índice geral está em 3,69%.

O IPC-C1 é calculado com base nas despesas de consumo das famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos mensais.

Alimentação

Segundo a FGV, entre dezembro de 2008 e novembro de 2009, a taxa do grupo Alimentação ficou em 2,24%. Em novembro, a taxa do grupo passou de -0,87% para 0,40%, resultado que fez com que o grupo fosse o principal contribuinte para o avanço da taxa do IPC-C1.

Entre os principais destaques para a variação no mês, está o item hortaliças e legumes, cujo índice passou de 2,49% em outubro para 6,81% em novembro, e as frutas, que passaram de -6,53% para 2,57%, na mesma base de comparação.

Outras altas

Também apresentaram altas em seus índices os grupos Vestuário e Despesas Diversas, cujas taxas passaram de 0,19% para 0,98% e de -0,41% para -0,04%, respectivamente.

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Os destaques nestes casos ficaram com roupas (0,15% para 1,19%) e alimento para animais domésticos (-1,69% para 0,84%), na ordem.

Habitação

A variação da taxa de Habitação foi de 5,75% no período entre dezembro de 2008 e novembro de 2009. No penúltimo mês do ano, o grupo apresentou desaceleração em seus preços, sendo que a variação foi de 0,18%, contra 0,56% um mês antes. O principal item de destaque foi o gás de bujão (1,34% para 0,19%).

Os grupos Saúde e Cuidados Pessoais, Transportes e Educação, Leitura e Recreação também registraram decréscimos, com a taxa passando de 0,06% para -0,44%, de 0,03% para 0,01% e de 0,46% para 0,05%, respectivamente. Os destaques ficaram com artigos de higiene e cuidado pessoal (0,16% para -1,01%), gasolina (1,81% para 0,73%) e material escolar (1,15% para 0,25%), nesta ordem.