Inflação da baixa renda registra a taxa mais baixa do ano, -0,18%

Nos últimos 12 meses encerrados em outubro, alta dos preços do IPC-C1 é de 4,26%, contra 4,55% da inflação geral

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SÃO PAULO – Entre setembro e outubro, o IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1) apresentou variação de -0,18%, abaixo da inflação geral medida pelo IPC-BR, que ficou em 0,01%. O resultado mensal, de acordo com dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta quinta-feira (12), foi a taxa mais baixa do ano, com destaque para o grupo Alimentação, que apresentou o menor índice desde setembro de 2008, -0,87%.

Nos últimos doze meses, o índice acumula variação de 4,26%. No mesmo período, o IPC-BR registrou taxa da 4,55%. Já no acumulado do ano, o IPC-C1 está em 3,28%, enquanto o índice geral está em 3,42%.

O IPC-C1 é calculado com base nas despesas de consumo das famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos mensais.

Alimentação

Segundo a FGV, entre novembro de 2008 e outubro de 2009, a taxa do grupo Alimentação ficou em 2,44%. O resultado foi menor do que o apurado nos últimos 12 meses até setembro, quando a variação foi de 4,38%.

Em outubro, a taxa do grupo passou de -0,47% para -0,87%. Entre os principais destaques para a variação no mês está o item mamão papaia, cujo índice passou de 9,93% em setembro para -27,50% em outubro, e o limão, que passou de 33,47% para -14,78%, na mesma base de comparação.

Habitação

A variação da taxa de Habitação foi de 5,91% no período entre novembro de 2008 e outubro de 2009. No décimo mês do ano o grupo também contribuiu para a redução do índice de preços da baixa renda: a variação foi de 0,56%, contra 0,61% um mês antes. O principal item de destaque foi o gás de bujão (2,88% para 1,34%).

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Os grupos Vestuário e Despesas Diversas também registraram queda, com a taxa passando de 0,85% para 0,19% e de 0,26% para -0,41%, respectivamente. Os destaques ficaram com roupas (0,93% para 0,15%) e alimento para animais domésticos (0,95% para -1,69%), na ordem.

Por outro lado, outros grupos apresentaram alta em seus índices, com destaque para Saúde e Cuidados Pessoais e Educação e Leitura, cujas taxas passaram de -0,25% para 0,06% e de 0,06% para 0,46%, respectivamente. Os destaques ficaram com artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,92% para 0,16%) e show musical (1,32% para 8,16%), na ordem.

O índice do grupo Transportes, por sua vez, passou de 0,02% para 0,03%. O item que mais contribuiu foi a gasolina, cuja taxa passou de 0,49% para 1,81% no período.