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SÃO PAULO – A partir desta sexta-feira (7), o banco Itaú começa a oferecer linha de crédito imobiliário com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para famílias de baixa renda e, para o Secovi-SP (Sindicato da Habitação), a medida irá gerar competição entre os bancos e melhores condições de pagamento aos consumidores.
De acordo com o vice-presidente do sindicato, Flávio Prando, o início das operações do Itaú com recursos do FGTS permitirá que mais famílias tenham acesso ao crédito, com parcelas ajustadas à capacidade de pagamento de cada uma. “Os interessados poderão comprar um imóvel, com a certeza de que a prestação caberá no bolso”.
Para se ter uma idéia, estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas) mostrou que a carência de moradias no Brasil, em 2006, atingiu 7,964 milhões de domicílios, o que representou déficit relativo de 14,6%.
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Outros bancos
Até então, somente a Caixa Econômica Federal (CEF) era o único agente financeiro a utilizar recursos do FGTS para o financiamento imobiliário. Ainda segundo o vice-presidente, as boas condições de financiamento à população e a concorrência saudável entre os bancos privados impulsionarão a produção de imóveis econômicos.
“ABN, Bradesco e Santander estudam operar com recursos do FGTS e isso nos leva a crer que 2008 será o ano da habitação popular, a compreendida entre R$ 60 e R$ 120 mil”, disse o vice-presidente
A nova modalidade do Itaú contará com taxa de juros de até 8,47% ao ano mais TR (Taxa Referencial) e prazo máximo de 25 anos. Em um primeiro momento, famílias com renda bruta de R$ 4.900 que residem nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e cidade de Brasília poderão contratar o financiamento, que admite apenas imóveis com valor até R$ 120 mil.
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Previsão para 2008
E para 2008 a expectativa é de maior facilidade na compra de casas e apartamentos. Os motivos são as mudanças para o regime anunciadas pelo Conselho Curador do FGTS.
Foram três benefícios: ampliação dos limites de financiamento para imóveis de até R$ 130 mil, aumento das faixas de renda que podem solicitar o crédito e redução do custo do financiamento.
A 33ª Sondagem da Construção, realizada pelo Sinduscon-SP, mostrou que, em 2008, haverá expansão na oferta de crédito. De acordo com o presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), Décio Tenerello, os agentes do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) devem fechar o ano de 2007 com R$ 18 bilhões em contratos. “Para 2008, as expectativas são de superar R$ 20 bilhões. Portanto, crédito não será problema para o mercado imobiliário”.