Publicidade
SÃO PAULO – Segundo informações da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a greve dos bancários poderá prejudicar as vendas do Dia das Crianças no comércio paulista. Isto pode ser observado uma vez que o movimento de consultas de cheques diminuiu em 3% a 4%.
O diretor do Instituto de Economia da ACSP, Marcel Solimeo, reforça a informação e relata que até a última quarta-feira (06) o movimento estava apenas 1% superior ao ano passado. “É difícil mensurar os motivos das estatísticas, mas com certeza a greve dos bancários prejudica o comércio”, avisa.
Uso de cheques está controlado
Solimeo destaca ainda que se qualquer dificuldade de menor relevância, como uma chuva, afasta o consumidor das lojas, a falta de dinheiro ou talão de talão de cheque certamente possui uma influência muito maior na decisão de compra do cliente.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Isto porque o consumidor, diante da greve, está mais cauteloso quanto à utilização de folhas de cheque, afinal, não sabe quando deverá receber um novo talão. Além disto, como muitos deixaram de pagar contas em dia, o orçamento doméstico acabou sendo afetado.
Com isto, o Sindicato dos Lojistas de São Paulo (Sindilojas), reavaliou sua previsão de vendas, reduzindo-a por causa da greve. O presidente da entidade, Ruy Nazarian, havia previsto um aumento nas vendas de brinquedos e roupas infantis em torno de 5%, mas caso a greve dos bancários se prolongue, ele acredita que haverá uma desaceleração nas vendas em relação a 2003, de 7% a 10%.
Cheques pré-datados
O diretor da ACSP, afirma que um dos grandes problemas decorrente da greve é com relação aos cheques pré-datados, pois quem os utilizou para fazer compras, agora não consegue depositar dinheiro para compensá-los. Outro detalhe lembrado por ele é de que uma minoria da população mantém conta em banco, de forma que não tem como utilizar o cartão de crédito eletrônico no comércio.
Continua depois da publicidade
Apesar de ser uma realidade pouco mais distante para muitas pessoas, principalmente aquelas que não conseguem viver sem os cartões magnéticos, tanto de crédito como débito, Solimeo lembra que “a maioria das pessoas ainda usa dinheiro em espécie. Aliás, algumas delas sequer conseguiram sacar seus salários”.