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SÃO PAULO – Segundo balanço feito pela Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), a partir de dados enviados pelos sindicatos de todo o País, estavam fechados 7.865 agências e centros administrativos no quarto dia de paralisação, registrado na última sexta-feira (30). Esse montante representa mais de 39% de um total de 20 mil agências por todo o Brasil.
O comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, vai se reunir nesta segunda-feira (3) para avaliar e ampliar a greve nesta semana. Eles tomaram essa decisão “diante do silêncio da Fenaban [Federação Nacional dos Bancos] em retomar as negociações e apresentar uma proposta decente para a categoria”.
“Vamos avaliar a força do movimento em cada estado e intensificar ainda mais as paralisações, a fim de quebrar a intransigência dos bancos públicos e privados. Nós apostamos no diálogo e na negociação para resolver o impasse”, afirma o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro.
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Reivindicações
As paralisações começaram na última terça (27) e atingem bancos públicos e privados em 25 estados e no Distrito Federal. Na avaliação da entidade, “o movimento é forte, crescente e atingirá nesta segunda-feira todos os estados do País, com a adesão dos bancários de Roraima”.
Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (percentual que representa 5% de aumento real mais a inflação do período), valorização do piso, mais participação nos lucros e resultados, abertura de contratações, fim da rotatividade, combate ao assédio moral, extinção de metas que consideram abusivas, mais segurança, igualdade de oportunidades e melhoria do atendimento aos clientes.
Pagamento de contas!
A Fundação Procon-SP lembra que os consumidores não estão isentos do pagamento de faturas, boletos ou qualquer outra dívida por causa da greve dos bancários.
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Para que eventuais encargos não sejam cobrados, a entidade recomenda entrar em contato com a empresa e solicitar outra opção de local para efetuar o pagamento, como internet, sede da empresa, casas lotéricas ou código de barra para pagamento nos caixas eletrônicos.
Caso a empresa não disponibilize outras opções, o consumidor deverá documentar a tentativa de quitar o débito, podendo registrar uma reclamação na entidade de defesa do consumidor de sua cidade.
Afinal, ele não pode ser prejudicado por problemas decorrentes da greve, pois a responsabilidade do banco pelos prejuízos causados aos consumidores decorre do risco de sua atividade e não pode, a pretexto de greve, ser repassada ao consumidor.