Publicidade
SÃO PAULO – Com o objetivo de estender o acesso à energia elétrica a 495 mil famílias, localizadas principalmente nas regiões Norte e Nordeste do País, o governo federal pretende lançar uma nova etapa do Programa Luz Para Todos.
Segundo a Agência Brasil, de acordo com o diretor nacional do programa, Aurélio Pavão de Farias, a meta já está prevista no PAC 2 (segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento).
Histórico do programa
O Luz para Todos, lançado em 2003 como um programa do governo objetivando a eletrificação da zona rural, deveria ter sido encerrado em 2008, mas por duas vezes foi prorrogado, primeiro para 2010 e depois para 2011.
Farias esclarece que 240 mil famílias, que já deveriam ter sido atendidas e que não foram, terão o acesso à energia até o fim deste ano. Em relação aos estados em que as metas do programa já foram atingidas, o próximo passo do governo será priorizar a população de extrema pobreza, quilombolas, indígenas e escolas.
Ampliação das metas
O programa iniciou com uma meta de atingir 2 milhões de ligações na área rural. Em 2009, porém, a projeção foi ampliada para 2,9 milhões em decorrência de diferenças encontradas entre os dados provenientes do Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e a pesquisa de campo feita pelo governo.
Outros fatores que também colaboraram para a ampliação foram o retorno de pessoas da cidade para o campo e o aumento do número de casas nas áreas rurais.
Continua depois da publicidade
Panorama
Cerca de 2,7 milhões de famílias rurais do Brasil já foram beneficiadas pelo programa, isso representa aproximadamente 13,7 milhões de pessoas contempladas e R$ 19 bilhões em investimentos.
As participações no programa estão divididas entre o governo federal, com 72%, os governos estaduais, com 11%, e as concessionárias, com 17%. Os recursos federais são provenientes dos encargos cobrados na conta de luz de cada consumidor de energia elétrica, indicados como CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) e RGR (Reserva Global de Reversão).
Universalização do atendimento
Considerando o término do programa, o diretor explicou que mesmo que o benefício acabe, a população não deixará de ser atendida. Isso por que, conforme explica Farias, a atual tarefa do programa é ajudar as concessionárias a antecipar a universalização do atendimento que invariavelmente deverá ocorrer.
Continua depois da publicidade
O apoio do governo com o programa ajuda ainda a reduzir o impacto tarifário.