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SÃO PAULO – Caso a guerra entre Iraque e EUA se confirme, levando a um forte aumento nos preços dos combustíveis no mercado internacional, o Governo brasileiro pode voltar a intervir no mercado de gás de cozinha, de forma semelhante ao que aconteceu na segunda metade do ano passado.
Intervenção busca minimizar impacto nos preços
A afirmação foi feita pelo próprio ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que informou que esta seria uma das medidas em estudo pelo atual Governo para reverter pelo menos parte dos efeitos negativos que um conflito no Oriente Médio pode ter sobre a população mais carente.
Na opinião do ministro, a dona de casa não pode ser prejudicada pela alta do dólar e o subsídio do governo busca garantir isto. Contudo, o ministro negou a possibilidade de se mudar a atual política de preços dos combustíveis no país, ou mesmo se rever o Pró-Alcool.
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Redução da Cide e uso de reservas estratégicas
Por sua vez, o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante, afirmou que uma das alternativas em estudo seria a redução da Cide (imposto sobre combustíveis) para diminuir o impacto da alta do dólar e do petróleo no mercado internacional sobre o orçamento da população.
Apesar de poder cobrar até R$ 0,86 de Cide sobre os combustíveis, o governo atualmente cobra cerca de R$ 0,50, montante que poderia ser reduzido em caso de necessidade.
Apesar disto, o ministro não acredita que o conflito venha a ter um impacto tão dramático no preço do petróleo no mercado internacional, especialmente porque a greve na Venezuela já dá sinais de estar no fim, o que recomporia a oferta de petróleo no mercado mundial. Além disto, lembrou que o Brasil possui uma reserva estratégia de petróleo que poderia ser usada em caso de necessidade.
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Segunda maior alta em 2002
Em 2002, o preço do gás de cozinha registrou a segunda maior variação dentre os combustíveis do país, atrás apenas do diesel, que subiu 53,3%, frente a um aumento de 50,08% no preço do botijão de gás de 13 kg do tipo GLP.
Contudo, entre os meses de julho e outubro do ano passado, a intervenção da ANP no mercado levou a cotação do gás de cozinha a registrar um recuo de 13%, queda que foi mais do que recuperada nos dois últimos meses do ano, quando o preço do botijão subiu 21,5%.
Desde o final do ano passado, quando custava R$ 28,05 o preço médio do botijão de 13 kg de gás registrou aumento de 4,42% em território nacional. De acordo com o levantamento da ANP, o preço médio do botijão no país se encontra em R$ 29,29, mas em algumas regiões como a Centro-Oeste e Norte, pode chegar a R$ 45. Neste mesmo período o dólar acumula retração de 0,25% enquanto o petróleo registra alta de 3,61% no mercado internacional.