Governo facilitará tomada de crédito para compra de material de construção

Área econômica deve acatar duas medidas: liberação de compulsório e facilidade em financiamento da CEF

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SÃO PAULO – O governo pretende acatar duas sugestões feitas pelo setor da construção civil para incentivar o consumo de materiais de construção. Pelo menos foi essa a indicação dada pela área econômica em reunião que aconteceu na manhã desta quarta-feira (21).

A primeira sugestão altera resolução do Banco Central para que os bancos possam usar 2% do compulsório para abertura de crédito para pessoas físicas adquirirem material de construção.

A segunda, por sua vez, diz respeito à redução das exigências pedidas pela Caixa Econômica Federal, como a de um fiador, para a liberação de financiamento do Construcard, destinada a trabalhadores que precisam adquirir materiais de construção para a casa própria e pequenas reformas.

Rapidez

Entre os presentes na reunião desta manhã, estavam o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que levou as propostas ao governo no final do ano passado, e representantes do setor da construção civil.

“A desburocratização e a retirada da exigência de fiador na questão do Construcard vão agilizar o processo de aquisição do crédito. Com crédito facilitado, as pessoas aquecem o setor e o setor ajuda no crescimento do País”, afirmou a senadora, que citou ainda que 17% dos empregos no Brasil estão ligados ao setor da construção civil, responsável por 10% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional.

Desoneração

Na ocasião, o secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa, disse estar em estudo a possibilidade de redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para o setor, mas que será preciso analisar os produtos e qual o percentual de redução do imposto.

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“Podemos contar ainda com a ajuda dos governadores que também poderiam dar a sua contribuição, desonerando impostos estaduais que beneficiam o setor da construção civil”, disse ele.

A senadora afirmou que pretende conversar com alguns governadores, para sugerir uma desoneração em impostos como o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços). “Se pudermos ajudar o setor a crescer e não ser atingido pela crise econômica mundial e diminuir ainda mais o déficit habitacional, estaremos dando mais um passo para que nosso País cresça com igualdade social e justiça”.