Governo estuda nova política de preço para remédios

Em troca de reajuste de 8,63% depois de março, preços ficariam congelados no terceiro trimestre; governo pretende criar cesta de remédios que ficaria congelada

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SÃO PAULO – O congelamento dos preços dos remédios pode estar com seus dias contados. Apesar do atual governo ainda não ter anunciado política de preços para o setor, já indicou que não pretende manter o congelamento dos preços. O assunto faz parte da pauta de uma reunião entre representantes do ministério da Saúde e de laboratórios farmacêuticos, que acontece nesta quarta-feira, dia 19.

A reunião deve definir qual será a política de preços a ser adotada pelo setor no segundo trimestre, ou seja, entre março e junho, e cogita-se que alguns medicamentos poderiam ter seu preço liberado, devido a forte pressão nos custos dos fabricantes acarretada pela alta do dólar no ano passado.

Cesta de remédios não deve ser reajustada

O pedido de liberação por parte dos laboratórios poderia ser compensado pela introdução de uma cesta básica de remédios, que seria comprada pelo Ministério da Saúde.

O ministério que é o maior comprador de remédios no país estuda a possibilidade de aumentar suas compras de forma a ajudar o crescimento do setor. Os remédios que compõem a cesta do ministério teriam seus preços mantidos.

O governo estaria tentando negociar o congelamento dos preços depois de junho, já que estaria disposto a conceder um aumento de 8,63% em março. Por sua vez, os fabricantes não parecem estar dispostos a aceitar esta proposta, alegando que as tabelas de preço estariam defasadas. O setor estaria reivindicando um reajuste de 18%, ou a liberação dos preços no segundo trimestre para alguns produtos.

Por sua vez, alguns dos grandes laboratórios defendem que seja abandonado o debate sobre preços, e que os esforços se concentrem mais no aumento das compras por parte do governo.