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SÃO PAULO – Estudo do BC (Banco Central), divulgado recentemente, revelou que entre os anos 2000 e 2007 os gastos com tarifas bancárias apresentaram crescimento de 94,4%, passando de R$ 14,8 bilhões (valores corrigidos) para R$ 28 bilhões no período.
Segundo o relatório, a receita de tarifas começou a ter relevância para os bancos após a estabilização trazida pelo Plano Real, em meados da década de noventa. Antes desse período, por conta das elevadas taxas inflacionárias, era possível aos bancos prestar serviços sem a cobrança explícita de tarifas. Com a redução drástica da inflação, as instituições financeiras buscaram na receita com serviços bancários uma forma de compensar essas perdas. Dessa forma, a receita obtida com prestação de serviços passou de 10,9%, em 2000, para 14,5%, em 2007.
No mesmo período, segundo o estudo, o número de contas-correntes no País cresceu 76,2%, enquanto o volume de crédito apresentou elevação de 121,8%.
Brasil x outros países
Apesar das limitações, por conta dos diferentes tipos de consumidores e pelas características culturais, para comparar os preços de tarifas entre países, o relatório do BC citou alguns estudos que analisam os aspectos das tarifas bancárias de diversas nações.
Nesses estudos verificou-se, por exemplo, que a tarifa anual, em 2006, para manutenção de uma conta-corrente e cartão de débito variaram cerca de 85 euros na Itália, 45 euros na Alemanha a zero na Inglaterra e nos Estados Unidos. O custo médio para a manutenção dos principais serviços bancários para um cliente de perfil médio foi de 77 euros, sendo identificadas variações de 46 (perfil pouco ativo) a 196 euros (perfil muito aitvo) nos Estados Unidos e de 335 a 147 euros na Europa.
No Brasil, utilizando os três tipos de perfis de clientes e desconsiderando eventuais benefícios ou aquisição de pacotes de tarifas, obteve-se o seguinte resultado: um usuário pouco ativo pagaria R$ 175 anuais ou 62 euros, um usuário médio pagaria R$ 260 ou 93 euros e um usuário muito ativo, R$ 372 ou 133 euros anuais.
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Além disso, o estudo observou ainda que, das 82 tarifas cobradas pelos bancos brasileiros até março de 2008, 22 incidiam sobre serviços ligados à realização de pagamentos, nove a serviços de manutenção de conta-corrente, nove a operações excepcionais e duas a depósitos e saques. As demais estavam relacionadas a operações de crédito, cobranças e capital estrangeiro e câmbio.
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