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SÃO PAULO – Os consumidores brasileiros gastaram praticamente o mesmo valor com as compras nos supermercados em janeiro na comparação com o mês anterior.
A constatação se baseia nos dados divulgados nesta quinta-feira (24) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que acompanha o comportamento dos preços de 35 produtos de largo consumo, entre alimentos, bebidas, higiene e beleza e limpeza doméstica.
De acordo com o levantamento da Abras, houve queda 0,06% nos preços dos produtos em relação a dezembro. Em um ano, o consumidor gastou 1,78% a mais para comprar a mesma cesta de produtos, esse foi o avanço do preço da cesta em relação ao praticado em janeiro de 2004.
Brasileiro gastou menos que R$ 200 na cesta
Em janeiro desse ano o custo da cesta de produtos era de R$ 198,18 frente a R$ 194,71 registrado há um ano atrás. Em termos monetários a diferença é pequena, menos de R$ 5!
Em dezembro a cesta custava apenas 11 centavos a mais (R$ 198,29), de forma que o consumidor praticamente não sentiu a diferença no bolso. Apesar disso, a pesquisa aponta forte recuo no preço de alguns itens, como, por exemplo: biscoito cream cracker (-5,14%), do frango congelado (-3,77%) e arroz (-3,75). Em sentido contrário, produtos como batata (23,13%), cebola (6,44) e extrato de tomate (5,55%) ficaram mais caros.
Cestas mais caras no Norte e em Brasília
Regionalmente, o maior custo da cesta de produtos foi encontrado no Norte (R$ 214,79) e o menor na região Nordeste (R$ 169,51).
Analisando por capitais, Brasília possui a cesta mais cara da pesquisa: R$ 238,27. Em Goiânia, onde se encontra a cesta pelo custo mais baixo, o valor é de R$ 159,20, o que equivale a uma diferença de 50% frente ao custo em Brasília.
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Alta menor que inflação do período
O aumento nominal do custo da cesta em 1,78% na comparação com janeiro de 2004 mostra que os alimentos e artigos de higiene e limpeza cresceram menos que o resto da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado nos últimos 12 meses o índice acumulou variação positiva de 7,41%.