Gastos com condomínio caíram 0,37% em julho

Em agosto gastos devem subir refletindo reajuste de 14,24% nas tarifas de fornecimento de energia; água subirá 8,22% em setembro

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SÃO PAULO – Depois do forte reajuste registrado no último mês de junho, quando a Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), responsável pela elaboração do Índice periódico de variação condominial (Ipevecon), divulgou um crescimento de 2,18% no índice, frente a um aumento de 1,54% no IGP-M, desde então os gastos com condomínios seguem estáveis. Na verdade no mês de julho os gastos condominiais chegaram a registrar um recuo, ainda que modesto, de 0,37%.

Reajustes ficam abaixo da inflação

Contudo, no acumulado dos últimos 12 meses terminados em julho, o Ipevecom acumula alta de 3,69% frente a um aumento da inflação medida pelo IGP-M de 5,50% no mesmo período. Com isto houve uma queda no acumulado do ano, que até junho era de 4,07%. No acumulado dos últimos 12 meses a alta é de 4,85%, muito abaixo da inflação no período que é de 11,62%.

Em agosto, a expectativa é que os gastos com condomínio sejam afetados pelo aumento das tarifas de fornecimento de energia, que em julho sofreram reajuste de 14,24%. Já o reajuste dos gastos com água, devido ao aumento de 8,22% anunciado pela Sabesp em agosto, só deve influenciar os custos de setembro.

Gastos com pessoal chegam a 58%

Em termos de percentual de contribuição nos gastos totais, os gastos com pessoal seguem como os maiores, respondendo por 36,85% do total, isto sem contar os encargos que representam 17,46% e os benefícios outros 2,08% para um total de 58,39% do total.

Em seguida ficaram os gastos com água (10,82%), manutenção (9,97%), administrativo (8,90%), eventuais (5,52%), luz (4,96%), gerais (2,35%) e material de construção (1,10%).

O presidente da AABIC, José Roberto Graiche, já havia anunciado que o índice de julho não deveria registrar forte variação, uma vez que, ao contrário do que ocorreu em junho, quando houve forte aumento nos gastos com contribuições sociais, devido ao recolhimento da contribuição assistencial patronal e do custo confederativo dos funcionários de condomínios. Sozinhos estes dois custos responderam por 72% da variação do Ipevecom, ou um incremento de 1,57%.