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SÃO PAULO – Os gastos com saúde são os últimos a serem cortados em períodos de crise. A afirmação é do representante da indústria farmacêutica, Ciro Mortella, que participou no final de junho de evento realizado pela Diope (Diretoria de Normas e Habilitação de Operadoras) da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).
Indo de encontro à opinião de Mortella, um estudo realizado pela Consultoria Officina Sophia mostra que o perfil do consumidor determina o que continua a fazer parte e o que sai do orçamento, sendo que, para os considerados cuidadosos, houve cortes nos gastos com viagens, lazer e eletrodomésticos e manutenção de despesas com transporte e planos de saúde, manutenção do carro e remédios.
Os gastos com saúde também figuraram entre os mantidos pelos classificados como pessimistas, que, por sua vez, buscaram diminuir as despesas com viagens, cinemas e teatros e tratamentos estéticos, entre outros itens.
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Saúde
De modo geral, apesar do impacto da crise financeira internacional em todo o mundo, o setor de saúde tem conseguido enfrentar as adversidades e até mesmo apresentar um pequeno crescimento.
“Até o momento, inexistem evidências de contágio do setor pela crise”, destacou o gerente-geral de Acompanhamento das Operadoras e mercado da Diope/ANS, Fábio Fonseca.
No encontro, Mortella ressaltou que a indústria farmacêutica deve chegar ao fim de 2009 mantendo a discreta curva de crescimento dos últimos anos. Cenário parecido é esperado pela indústria de equipamentos médicos, segundo informou o representante do setor, Franco Pallamolla.
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“Não identificamos demissões nem corte de investimentos. Acreditamos que o setor fechará o ano com crescimento entre 8% e 10%”, disse.
Planos de saúde
Até março de 2009, foram contabilizados 41,4 milhões de beneficiários em planos de assistência médica e 11,3 milhões em planos exclusivamente odontológicos.
Em 2008, o mercado de planos privados de saúde teve uma receita de R$ 59 bilhões, 14% maior do que a verificado em 2007. A receita média de contraprestações (razão entre a receita e o número de beneficiários) passou de R$ 89,21 para R$ 93,99, um aumento de 5,4% em um ano.