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SÃO PAULO – No início do ano passado os brasileiros tiveram um motivo a mais para comemorar a passagem do ano, após o anúncio por parte do governo de uma redução dos preços da gasolina na refinaria de 25%, o que implicaria em uma queda no preço nas bombas de cerca 20%.
A euforia, contudo, durou pouco, uma vez que a combinação de alta do petróleo no mercado internacional e de desvalorização do real frente ao dólar durante o ano acabou levando a Petrobras a adotar inúmeros reajustes no preço dos combustíveis durante o ano passado.
Tanto é que, depois de atingir seu nível mais baixo em fevereiro do ano passado, quando o custo médio da gasolina estava em R$ 1,509 por litro, o litro da gasolina fechou o ano de 2002 custando em média R$ 2,001, o que equivale a um aumento de 32,6% em relação ao preço mais baixo no ano.
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Alta em 2002 foi de quase 13%
Com base no levantamento mensal da ANP (Agência Nacional de Petróleo) o preço médio do litro da gasolina subiu 12,73% no ano passado, uma vez que o litro da gasolina custava R$ 1,7750 em dezembro de 2001.
Ao analisamos a evolução dos preços a nível regional, pode-se constatar que o maior aumento no ano passado foi praticado na região Sul, onde o litro da gasolina subiu cerca de 16,3%, fechando o ano custando R$ 2,0830. Em contrapartida, o menor reajuste foi registrado na região Norte, onde os preços subiram em média cerca de 7,15%. Apesar disto, foi nesta região que o litro da gasolina fechou o ano custando mais caro, cerca de R$ 2,0990.
Finalmente, a região Sudeste sofreu um reajuste médio de 12,60%, mas fechou o ano com o custo mais baixo do litro de gasolina dentre todas as regiões do país. Em dezembro o custo médio do litro da gasolina na região Sudeste ficou em R$ 1,957, cerca de 6,7% mais barato do que na região Norte, além de ser a única região onde o custo ficou abaixo dos R$ 2,00 por litro.