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SÃO PAULO – Depois de começar o ano em forte queda, chegando a sofrer um reajuste de 25% nas refinarias, desde então a combinação de alta do petróleo no mercado internacional e forte valorização do dólar norte-americano frente ao real levou a Petrobras a anunciar quatro aumentos consecutivos no preço da gasolina, sendo que o último deles aconteceu em junho passado.
BC previa queda dos preços até agosto
Apesar disto, o Banco Central trabalhava até o final de agosto com a perspectiva da gasolina ainda conseguir fechar o ano em queda, ainda que modesta, de 0,80%. Em maio, mês em que o dólar ainda estava em R$ 2,40, o BC trabalhava com a expectativa de que a gasolina fechasse o ano em queda de 6,60%.
Contudo, esta projeção acabou sendo revista neste mês de setembro, e agora a instituição trabalha com a perspectiva de que a gasolina feche o ano em alta de 3,30%. Para o consumidor a notícia certamente preocupa, pois deve implicar em mais um aumento nas bombas antes do final do ano.
Reajuste pode chegar a 5,10%
Se nos basearmos nos dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo) sobre o preço médio praticado no país para o litro de gasolina para as distribuidoras, o que se verifica é que, na comparação entre dezembro e setembro, os preços ainda registram queda de 2,39%. De fato, o preço médio passou de R$ 1,546 em dezembro para os atuais R$ 1,509 de setembro.
Como era de se esperar, o repasse desta redução para o consumidor não foi integral, de forma que a queda do preço médio do litro de gasolina foi menor, de cerca de 1,75%, com o preço médio caindo de R$ 1,775 em dezembro para R$ 1,744 em setembro.
Se tomarmos estes preços como base para determinar o potencial de novos reajustes, pode se estimar que o preço da gasolina pode sofrer um aumento de cerca de 5,10% até o final do ano.
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Entretanto, vale ressaltar que estas previsões embutem a expectativa do Banco Central de que o dólar recue depois das eleições para patamares mais realistas. No momento, o BC projeta em R$ 2,90 a taxa de fechamento para o dólar em 2002, o que implicaria em uma queda de 20% frente à cotação de fechamento desta quarta-feira, que foi de R$ 3,66. Caso a moeda siga pressionada até o final do ano, o reajuste pode acabar sendo ainda maior. Para o consumidor, resta apenas esperar que os mercados se acalmem, tanto no Brasil quanto no exterior, onde as perspectivas de guerra entre EUA e Iraque têm pressionado a cotação do petróleo.
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