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SÃO PAULO – Apesar do dólar ter mantido sua trajetória de alta, e o próprio petróleo no mercado internacional ter sido pressionado devido aos rumores de conflito entre Iraque e EUA, o preço da gasolina no mercado doméstico segue estável desde o final de junho.
Nos últimos dias, têm circulado vários rumores de que a decisão de não aumentar os preços dos combustíveis acabou levando a uma grande defasagem nos preços, que poderia ser corrigida de forma gradual até o final do ano.
Para o ex-assessor da ANP, Adriano Pires, o preço da gasolina estaria defasado em 25% e o do diesel em 37%, mas esta defasagem cairia para 12% e 19% se considerássemos o preço de venda nas refinarias, que inclui a cobrança de impostos. Desta forma, um reajuste gradual seria a forma de evitar pressões excessivas sobre a inflação.
Gasolina deve subir em 2002 e 2003
Estas expectativas foram confirmadas com a publicação da Ata do Comitê de Política Monetária (Copom) referente à reunião da semana passada, em que se decidiu manter a taxa básica da economia em 21% ao ano.
Na Ata o Copom projeta um aumento de 9% no preço da gasolina até o final do ano, percentual que deve se repetir em 2003. Esta seria a percepção dos distribuidores, que acreditam em um reajuste de cerca 10% para a próxima semana. Mas não é só a gasolina que deve ser reajustada, o preço do botijão de gás de 13 quilos também deve subir segundo o Copom. A projeção é de um aumento de 16,6% até o final do ano, que seria repetido no próximo ano.
As tarifas de energia devem fechar o ano de 2002 acumulando alta de 21,2% dos quais 3,8% ainda devem ser anunciados até o final do ano. O grande problema é que os aumentos previstos para 2003, são ainda mais altos de 25%, frente aos 21% projetados no mês passado.
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Estas projeções poderiam ser revistas se o dólar recuar dos patamares atuais e o preço do petróleo no mercado internacional cair ainda mais. Nos últimos 30 dias o dólar acumula queda de 1,04% enquanto o petróleo caiu 12% no mesmo período.