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SÃO PAULO – O consumidor deve novamente preparar seu bolso é que em abril deve subir o preço do gás de cozinha (GLP), assim como do óleo combustível, usado para abastecer usinas termoelétricas. De acordo com informações da Petrobras às distribuidoras de gás, os reajustes entram em vigor no dia 1º de abril e ficaram em 14,5%.
Esta á segunda vez que o consumidor tem que arcar com reajustes no preço do gás de cozinha, visto que em janeiro o preço já havia aumentando em 22%. Com o aumento que deve entrar em vigor em abril, o botijão de 13 kg deverá aumentar de R$ 22 para R$25,20 em São Paulo, acumulando uma alta de quase 40% desde o início do ano.
Novo reajuste terá forte impacto na inflação
O novo aumento no preço do gás de cozinha terá um impacto de aproximadamente 0,24 pontos percentuais sobre o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) medido pelo IBGE. Além disso, tal reajuste contribuirá para que a inflação do mês de março fique em torno de 0,50%, o que começaria a pressionar a meta de inflação estipulada com o FMI para 2002, de 3,5%.
Um aumento da inflação acima do esperado pode colocar em risco as metas de inflação para o ano, forçando o Banco Central (BC) a adiar novos cortes nas taxas de juros, ou reduzir a magnitude dos cortes. Apesar de deixar claro que não daria prioridade a elevações esporádicas de preços, como as do petróleo, é provável que o BC seja forçado a rever esta posição caso a inflação de 2002 comece a dar sinais de descontrole.
Liberação dos combustíveis importados provoca alta
Desde o dia 1º de janeiro novas regras passaram a vigorar para o cálculo do reajuste dos combustíveis, como a liberação dos combustíveis importados. Com a entrada dos produtos estrangeiros no mercado, o preço do combustível ficará a critério dos técnicos da Petrobras, sem que, com isto, seja necessária qualquer intervenção do Governo.
Para o consumidor, isto significa que flutuações do preço do barril do petróleo no mercado internacional ou do câmbio no mercado doméstico poderão implicar em novos reajustes do preço dos combustíveis. A alta do petróleo no mercado internacional foi a razão apontadas pela Petrobras para o reajuste anunciado. Já o primeiro reajuste do ano foi decorrência do fim do subsídio ao GLP decorrente da liberalização do mercado de combustíveis.
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Com as ameaças do governo norte-americano de invadir o Iraque e o corte de produção anunciado na última reunião da OPEP, o preço do barril do petróleo tem ultrapassado níveis históricos de preço, que obrigou a Petrobrás a repassar tal aumento para o consumidor. Desde o início do ano a cotação do petróleo no mercado de Londres já subiu quase 28%.