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SÃO PAULO – A Fundação Bill e Melinda Gates financia mais de 11 projetos para levar bancarização pelo celular a países em desenvolvimento. Ao todo, a entidade filantrópica do fundador da Microsoft e sua esposa já ofereceu mais de US$ 12,5 milhões ao MMU (Mobile Money for the Unbanked Fund) ou fundo para promover o uso do dinheiro móvel pelos “desbancarizados”.
“Até 2011, milhões de consumidores que pertencem à base da pirâmide econômica devem se beneficiar diretamente dos serviços de dinheiro móvel lançados com apoio do MMU – são 170 milhões de desbancarizados, clientes de 19 operadoras na América Latina, África e Ásia”, declarou o diretor de Mobile Money da GSMA, Gavin Krugel.
Krugel anunciou durante o Mobile Money Summit 2010 – evento realizado ao longo desta semana no Rio de Janeiro – sete novos projetos a serem lançados em breve, beneficiando clientes de operadoras de Camboja, Ilhas Fiji, África Ocidental, Quênia, Índia e Paquistão.
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Iniciativas
Entre os destaques, encontra-se a iniciativa da Grameenphone Bangladesh, que está trabalhando para melhorar suas ofertas de serviços de dinheiro móvel, que eram originalmente limitados aos pagamentos de contas, com um serviço móvel de compra de passagens para a Bangladesh Ferrovias.
Outra inciativa, da MTN Uganda, nomeou centenas de agentes de campo para educar usuários sobre o dinheiro móvel e registrá-los – estratégia que gerou 750 mil matrículas. Por fim, um projeto piloto da Vodacom Tanzânia promete uma nova abordagem para o problema de liquidez, facilitando a concessão de crédito.
“Os novos projetos estão desenvolvendo a próxima de geração de serviços a serem oferecidos em plataformas móveis de dinheiro, incluindo as transferências sociais, o microsseguro e microfinanças”, declarou Krugel.
Durante o evento, o especialista defendeu ainda a necessidade de promover laços mais fortes entre as operadoras móveis e os bancos, caso contrário, “não há implementações em dinheiro móvel”, diz ele. “As operadoras móveis não estão no mercado para substituírem os bancos. Nós não podemos fazer transações financeiras sem um banco”, finalizou Krugel.