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SÃO PAULO – Na hora de comprar, muitos consumidores ficam perdidos, e não sabem ao certo qual a melhor forma de efetuar o pagamento. Será que vale mais a pena optar pelo pagamento parcelado sem juros, ou pelo pagamento à vista?
Apesar do risco de inadimplência, muitos lojistas ainda preferem facilitar as condições de pagamento, aumentando o número de parcelas, a oferecer um desconto na compra à vista. E, diante deste tipo de situação, fica ainda mais difícil tomar uma decisão.
Descontrole do orçamento
Na dúvida, prefira o pagamento à vista, mesmo que o parcelamento seja sem juros. Em um primeiro momento, parcelar sem juros parece mais vantajoso, pois você pode manter o dinheiro aplicado e pagar aos poucos, ou simplesmente porque, devido ao efeito corrosivo da inflação, o preço do produto cai à medida em que aumenta o prazo de pagamento.
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Porém, não é tão simples assim! Parcelar as compras, mesmo que sem a incidência de juros, pode ser uma decisão arriscada, sobretudo, para quem não planeja bem seu orçamento. São cada vez mais comuns os casos de pessoas que perdem o controle dos gastos, devido ao excessivo parcelamento das contas.
Um cheque para junho, outro para julho, agosto, setembro…Quando você coloca tudo no papel, já está comprometido até o ano que vem. Mesmo com todo este controle, lembre-se que poderão surgir novas necessidades ou emergências e, se já estiver no limite do seu saldo, poderá entrar para o grupo dos inadimplentes.
Que tipo de consumidor você é?
Portanto, antes de decidir, analise bem o seu perfil enquanto consumidor. Se você estiver convencido que conseguirá usar o dinheiro extra que sobra do orçamento para poupar uma quantia todos os meses, de forma a montar uma reserva financeira, então pagar parcelado sem juros pode ser uma boa opção.
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Caso contrário, evite esta forma de pagamento, pois as chances de você ceder a novos impulsos consumistas são grandes. E, neste caso, pagar à vista pode ajudar na melhoria dos seus hábitos de consumo, pois força que você viva de acordo com a realidade do seu orçamento, o que é mais difícil quando você parcela todos os seus gastos.
Nos casos em que você não conta com a quantia necessária para pagar à vista, e precisa muito de determinado bem, pode valer a pena parcelar, ou até mesmo financiar a compra. Mas, mesmo nestes casos, refletir sobre o seu perfil de consumo é importante. Afinal, para os consumidores impulsivos, todos os bens são considerados importantes, e daí a opção pelo parcelamento, ou financiamento sempre parece mais vantajosa.
Pague à vista gastos correntes
Na prática, contudo, o ideal é que somente os bens de maior valor agregado, de real necessidade, como computadores, automóveis, e imóveis sejam parcelados, ou financiados. O restante das compras deve ser pago à vista, sobretudo, quando se trata de gastos correntes, como supermercado, por exemplo.
O pagamento à vista também deve ser a opção, no caso de gastos com bens de menor necessidade, como roupas, aparelhos eletrônicos e móveis, nos quais deve-se evitar o parcelamento, mas, sobretudo, o financiamento. Se parcelar as compras destes produtos pode ser altamente perigoso para a sua saúde financeira, pois você perde o controle dos gastos, financiar pode implicar em gastos de cerca 5% ao mês com juros!
Portanto, nestes casos o certo é poupar um pouco todo mês e somente adquirir o bem quando tiver o suficiente para pagar à vista. Dependendo do produto é possível até mesmo conseguir bons descontos junto aos grandes varejistas.
De olho na prestação
Grandes varejistas voltados para consumidores de baixa renda geralmente focam suas campanhas publicitárias no valor da prestação. Segundo eles, este tipo de cliente nunca tem o suficiente para pagar à vista e baseia suas decisões na quantia que pode pagar todos os meses. E é correto afirmar que adquirir mercadorias à vista nestas lojas é o pior negócio do mundo. O valor à vista de um jogo de sofás de uma loja popular chega a ser o mesmo que de uma loja de categoria superior.
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Atraído pelo fato da prestação ser baixa, o consumidor muitas vezes não se importa de pagar o dobro ou o triplo pelo eletrodoméstico no final do crediário. O argumento na maioria das vezes é o de que, se não for dessa forma, dificilmente ele conseguirá economizar para comprar à vista. Mesmo sabendo que seria possível poupar o dinheiro da prestação e comprar, alguns meses depois à vista, o argumento mais comum que se ouve é que as necessidades de consumo são tantas, que dificilmente seria possível ceder à tentação de comprar outra coisa.
Por outro lado, uma família de classe média, com uma renda que possibilita uma pequena poupança todo mês, sem comprometer seu conforto, deve esperar para acumular a quantia exata do eletrodoméstico e pagar à vista. Ficar uns quatro meses a mais com a geladeira velha na cozinha pode ser muito vantajoso.