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SÃO PAULO – Os dois últimos meses do ano – e o recebimento de também duas parcelas do décimo terceiro pelos empregados sob regime celetista – são sinônimo de acerto de contas. E isso vale para todos os setores, inclusive o de condomínios: de acordo com a Aabic (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo), de 20% a 25% dos inadimplentes aproveitam a entrada do dinheiro para regularizar suas contas.
Pouco mais de 5% dos condôminos estavam com débitos pendentes em outubro. “As administradoras normalmente oferecem parcelamento de débito. Dependendo do valor, alguns passam de um ano, mas normalmente fica em três, quatro, no máximo, seis parcelas”, explicou o presidente da entidade, José Roberto Graiche.
Para negociar
Na hora de negociar a dívida, a pessoa precisa saber ainda quanto vai gastar: além das próprias parcelas em atraso, é necessário arcar com multa de 2% em relação a esse motante, juro de mora em 1% ao mês, mais correção monetária. Este último varia de acordo com o contrato firmado.
De acordo com Graiche, o preço do condomínio varia de R$ 350 a R$ 1,6 mil na capital. Na média, a cobrança fica em R$ 845.
Redução
“Graças à estabilização da moeda, ao controle da inflação e às alterações na Lei do Inquilinato, o total de 65 mil ações anuais foi reduzido em mais de 66%, devendo fechar o ano abaixo da média de 23 mil ações”, afirmou Graiche. As ações de despejo por falta de pagamento atingiram seu clímax em 1996, com um total de 46.370 ações.
“É claro que isso se deve à melhoria do poder aquisitivo, especialmente, das classes C e D, que mais bem posicionadas no mercado, têm honrado seus compromissos, adicionou.