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SÃO PAULO – Organizadores das Olimpíadas Rio 2016 podem ser responsáveis pela desclassificação de atletas de mais de 50 países, de acordo com a Bloomberg. Em conversa com o porta-voz do Comitê Paralímpico Internacional, obteve-se a informação de que os organizadores atrasaram o pagamento de cerca de US$ 8 milhões em custos de viagem das delegações.
O prefeito do Rio ofereceu a alocação de R$ 150 milhões (US$ 47 milhões) para ajudar a resolver a crise da Paralimpíada mas, na sexta-feira, 12 de agosto, uma juíza federal bloqueou os pagamentos, exigindo que os organizadores publicassem suas contas completas antes da liberação do dinheiro. O prefeito disse na segunda-feira que seu gabinete entrou com recurso.
Na tentativa de salvar o evento, presidente do comitê, Philip Craven, viajou a Brasília para exigir que o governo brasileiro mantenha os compromissos assumidos quando foi sorteado para sediar os jogos. Na segunda-feira, o ministro Eliseu Padilha o recebeu para “reafirmar o compromisso do Brasil com as Paralimpíadas”, de acordo com uma nota oficial.
Mário Andrada, porta-voz da Rio 2016, disse que estava confiante de que o dinheiro necessário para financiar o transporte dos atletas será pago até o fim do mês.
O evento, que começa no dia 7 de setembro, será transmitido provavelmente para o maior número de países da história desde a sua criação.
Cortes no orçamento
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O orçamento original da Paralimpíada já foi reduzido duas vezes e uma terceira rodada de cortes de custos está em andamento — e afetará diretamente os 4.300 atletas com participação esperada. Os centros de imprensa e o transporte dos jornalistas foram cortados. Agora, os atletas também poderão ter seu transporte reduzido e uma alimentação pior.
Os organizadores da Rio 2016 não apresentaram uma discriminação dos custos da Paralimpíada e o comitê diz que os organizadores têm sido vagos em relação ao tamanho do déficit, segundo Spence. “Cada vez que eles falam conosco o buraco está maior”, disse ele.
Parte da competição é financiada por vendas de ingressos e patrocínios específicos. Andrada disse que as vendas têm sido ruins, apesar de os ingressos custarem apenas R$ 10. Além disso, alguns dos principais patrocinadores olímpicos, como Bridgestone, Dow e McDonald’s, não estão envolvidos com a Paralimpíada, segundo o site do evento.
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Andrada negou as acusações de que o dinheiro separado para a Paralimpíada foi usado para lidar com as crises da Olimpíada, como o conserto da água da piscina de mergulho, que ficou verde, e problemas de infraestrutura na Vila Olímpica.
Com Bloomberg