Publicidade
SÃO PAULO – Presentes, refeições fartas e viagens. A chegada do final do ano representa mais gastos para as famílias brasileiras, já que as pessoas costumam aproveitar as férias e comemorar datas como o Natal e o Ano Novo. Diante deste contexto, o cartão de crédito e o 13º salário podem se transformar em vilões para o orçamento doméstico.
De acordo com dados do Dieese, cerca de 63,8 milhões de pessoas devem ser beneficiadas com o décimo-terceiro salário este ano. O valor médio do benefício foi estimado em R$ 919. Com o dinheiro em mãos, as pessoas logo pensam em sair gastando, atitude totalmente equivocada para quem possui débitos pendentes, por exemplo.
“No geral, as pessoas costumam primeiro consumir do que pagar as dívidas, o que está errado. Elas devem pagar as dívidas, consumir o que é de necessidade e, o que sobrar, devem investir”, disse, de acordo com o Instituto Akatu, o supervisor do escritório do Dieese de São Paulo, José Silvestre Prado de Oliveira. A atitude previne que as dívidas aumentem ainda mais de valor.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Cartão de crédito
Os valores transacionados em cartões de crédito e débito no Brasil saíram de R$ 59 bilhões para R$ 221 bilhões no período entre 2000 e 2006, o que representa um crescimento anual médio de 25%, de acordo com estudo realizado por Paulo Springer, economista e consultor do Senado.
Com a possibilidade de pagar depois de alguns meses sem ter que pedir nenhuma quantia emprestada, muitas pessoas aderem ao dinheiro de plástico. A comodidade, no entanto, implica em taxas de juros que fazem com que o valor do presente, da viagem ou dos alimentos aumente de maneira significativa.
Será que você conseguirá pagar as contas depois de ela crescer com os juros? A título de ilustração, pesquisa do Cartões Itaú mostra que, de cada dez portadores de cartão de crédito, pouco mais de três não conseguem pagar a fatura completamente e precisam, de alguma maneira, financiar a conta com a operadora.
Continua depois da publicidade
Economize, e comece 2008 sossegado!
Por isso, o melhor é realizar festas de final de ano, dar presentes e oferecer refeições que estejam de acordo com sua realidade financeira. Para quem pretende economizar, faça as lembranças de Natal, comemore o Natal em casa e peça para que os convidados levem pratos típicos da época.
A medida faz com que você não se complique com as contas de início de ano. De acordo com o gerente de análise setorial da Serasa, Marcos Abreu, o maior índice de inadimplência se dá nos primeiros meses do ano. Os problemas quase sempre têm origem no descontrole financeiro das compras de final de ano e vão repercutir no começo do seguinte.
“Além do pagamento de prestações das dívidas contraídas no fim do ano, os meses de fevereiro e março são especialmente dispendiosos por causa dos impostos (IPTU e IPVA estão entre os principais) e as despesas escolares”, disse, segundo o Instituto Akatu.