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SÃO PAULO – O pacote fiscal ao setor de construção civil anunciado com estardalhaço na última terça-feira (07) pelo governo federal não agradou todo mundo. A direção da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) considerou a medida pouco significativa tanto para o varejo quanto para o consumidor.
“As medidas, ainda que positivas à população de menor renda, são insuficientes para promover um aquecimento efetivo nas vendas das lojas ligadas ao setor e, conseqüentemente, ao faturamento”, declarou a entidade.
Medidas seriam insuficientes
A Fecomercio pede medidas complementares, como a criação do crédito consignado para o setor de construção civil, uma vez que 67% dos consumidores têm dívidas, dos quais 39% estão com as prestações atrasadas, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência da Fecomercio (PEIC).
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“A redução das alíquotas é muito pequena para aquecer a atividade”, afirma o presidente da entidade, Abram Szajman. “Além disso, a isenção atinge poucos itens considerados básicos, o que irá gerar uma redução de apenas 1,2% no custo da casa própria, segundo cálculos do próprio governo”.
Espera-se que as medidas aumentem a oferta de crédito imobiliário e reduzam o preço dos materiais para construção. Segundo a entidade, com esse pacote calcula-se que o aumento da oferta de crédito para que a classe média financie esse segmento cresça 90% em relação a 2005.
Reflexo no varejo
Para a Fecomercio, as vendas do setor não serão ampliadas se o “pacote” derrubar os preços dos materiais de construção em menos de 1,2%, como já teria sido divulgado.
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Além disso, a redução proposta para o consumidor abrange apenas um único imposto.
Mesmo assim, o pacote pode aquecer o setor de construção civil, responsável por 9% do Produto Interno Bruto (PIB) e pela geração de muitos empregos.
Só no ano passado, foram criadas cerca de 4,2 milhões de vagas diretas pelo setor e 2,7 milhões de postos indiretos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).