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SÃO PAULO – O preço dos medicamentos deve ser reajustado em breve, a expectativa é de que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deva anunciar o novo percentual de reajuste até o final do mês. O varejo aguarda a decisão com ansiedade sob o argumento de que a margem de lucro das farmácias vem sofrendo forte impacto, sobretudo pelo custo de pessoal.
Parte da redução da margem de lucro das farmácias está atrelada ao reajuste salarial dos profissionais do setor, que ficou em 7,5%. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Redes e Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto, o custo de pessoal representa um forte impacto sobre as margens das varejistas.
Reajuste médio de 7%
No final de 2002, ficou definido o reajuste extraordinário no preço dos produtos em função da disparada do dólar, entretanto, a situação acabou ficando pior para o varejo. Isto porque a Câmara de Medicamentos acabou negando o reajuste proporcional da indústria para o varejo, de forma que sua margem permaneceu estagnada.
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De acordo com a entidade, as perdas chegaram à ordem de 1%, valor este que representa praticamente o lucro líquido de uma farmácia. Esta também é a opinião do presidente da Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (Abcfarma) e do Sindicato do Comércio Varejista Farmacêutico (Sincoframa), Pedro Zidói. Para ele o custo operacional das farmácias tem subido muito, enquanto a tabela de preços dos remédios continua intacta.
A princípio o reajuste solicitado pela indústria farmacêutica para a reposição das perdas obtidas em 2002 era de 8,6% em média. Contudo, acabou sendo modificado e agora se espera um reajuste da ordem de 7% sobre todos os tipos de medicamentos, inclusive os genéricos, conforme prevê a Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma).