Falta de dinheiro para pagar à vista leva brasileiro ao financiamento

Segundo pesquisa da Fecomércio-RJ, brasileiro prefere parcelar, mesmo sabendo que pagará mais caro pelo produto

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SÃO PAULO – De acordo com pesquisa da Fecomércio-RJ, sobre a situação do crédito no Brasil sob o ponto de vista do consumidor, a falta de todo o dinheiro para pagar à vista foi uma das razões ou a principal razão que levou as pessoas a optar pelo financiamento e não pelo pagamento no ato da compra.

Este ano, esta foi a alternativa mais citada, com 79% das respostas. Em 2007, a opção obteve 80% das citações. Considerando novamente os dados deste ano, em seguida, vieram a falta de parte do dinheiro para o pagamento, obtendo 10% das respostas, juros baixos, com 7%, a estabilidade no emprego e a falta de desconto para compras não parceladas, ambas com 2% das citações.

Segundo a pesquisa, a alternativa é aceita, mesmo quando o valor parcelado é maior do que o à vista. Cerca de 69% dos entrevistados responderam que fazem a compra mesmo sabendo que pagarão mais caro, contra 30% dos que deixariam de comprar e juntariam o dinheiro até ter como pagar.

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Os números revelam que o brasileiro consome cada vez mais crédito, seja por abertura de novas contas, seja por aquisição de cartão de crédito, cartão de lojas, etc. O levantamento estima que, este ano, 23% dos brasileiros possuirão cartão de crédito, contra 20% no ano passado, e que 21% terão cartão de loja/supermercado, ante 19%, na mesma base de comparação.

Pesquisa de preços

A pesquisa mostra ainda que os consumidores brasileiros costumam pesquisar o valor do preço à vista, antes de efetuar um parcelamento, pois esta foi a alternativa escolhida por 72% dos pesquisados. O percentual é um pouco menor do que o verificado em 2007, quando 80% admitiram o costume.

Também houve queda na proporção daqueles que pesquisam as diferentes taxas de juros, antes de efetuar um parcelamento – 54% este ano, ante 67% o ano passado -, e dos que deixam de comprar um produto em estabelecimentos que não trabalham com formas de parcelamento: 65% contra 71%.