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SÃO PAULO – A falta de acesso a uma série de produtos básicos faz com que o dinheiro extra da população de baixa renda seja destinado para itens relacionados à alimentação.
A análise foi divulgada no relatório da corretora Link Investimentos, que acredita ainda que o crescimento econômico mais acelerado nos próximos anos resultará em aumento de renda e em um número maior de pessoas nas classes D e E, elevando, assim, o consumo de alimentos.
Alta renda
No que diz repeito aos consumidores com maior poder aquisitivo, contudo, o destino do dinheiro extra é bem diferente.
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De acordo com a corretora, neste caso, a sobra de renda é gasta, preferencialmente, com serviços. Isso porque as necessidades básicas destas famílias já foram atendidas.
Segundo a Link, conforme dados do INPC (Índice Nacional de Preços do Consumidor), que mede a inflação das famílias com renda de até cinco salários mínimos, o gasto com comida desta faixa da população equivale a 30%. Já entre aqueles com rendimentos de até 40 salários mínimos, o desembolso com alimentação representa 22% do IPCA (Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo), que apura o custo de vida das famílias com maior poder aquisitivo.