Executivos de bancos preveem melhora da economia no Brasil e nos EUA

De acordo com pesquisa realizada pela Grant Thornton Chicago, 45% dos banqueiros estão acreditando em melhoras nos EUA

Publicidade

SÃO PAULO – A economia brasileira e norte-americana deve melhorar nos próximos seis meses, segundo avaliações de executivos de bancos dos Estados Unidos e do Brasil.

De acordo com pesquisa realizada pela Grant Thornton Chicago, 45% dos banqueiros dos Estados Unidos estão acreditando em melhoras. O número é 21 pontos percentuais maior ao apurado na pesquisa anterior, realizada em dezembro de 2009, quando apenas 24% dos entrevistados acreditavam na recuperação econômica.

Outros 44% acreditam que a economia ficará na mesma e 11% que ela irá piorar. No que diz respeito à situação econômica em seus estados e municípios, as perspectivas também são positivas. “No geral, parece que os banqueiros acreditam que a economia finalmente voltou a crescer (…) Banqueiros de todo o país estão otimistas não apenas em relação à economia dos EUA, mas também com a situação econômica em seus estados e cidades”, disse o sócio da Grant Thornton, John Ziegelbauer.

No Brasil, levantamento mais recente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) revela que os executivos do setor esperam um crescimento de 7,1% no PIB (Produto Interno Bruto) para  2010, além de uma expansão de 21,1% nas operações de crédito da carteira total. Na pesquisa anterior, em maio, as instituições estimavam uma alta de 6,3% no PIB e uma expansão de também 21,1% no crédito.

Emprego
Ainda conforme a pesquisa, as projeções também são positivas quando o assunto é emprego nas instituições financeiras.

Em maio, 25% dos executivos norte-americanos disseram que o setor deve abrir novos postos de trabalho nos próximos seis meses, enquanto 16% acredita em queda na taxa de emprego. Em dezembro, estes percentuais eram de 18% cada.

Continua depois da publicidade

No Brasil, uma pesquisa realizada pela Robert Half mostra que o setor financeiro, em especial os bancos, deve promover a contratação de novos profissionais nos próximos meses, sendo que, nos bancos de atacado, as contratações devem se concentrar em profissionais vindos do exterior para ocupar cargos altos em filiais brasileiras, enquanto que, nos de varejo, a expansão deve ocorrer na base da pirâmide organizacional.