Estudo do Dieese sugere desaceleração dos preços

Em fevereiro a percentagem de produtos com alta maior que 1% caiu, enquanto percentual dos que ficaram estáveis ou caíram mais de 1% aumentou

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SÃO PAULO – Como parte do relatório do ICV (Índice de Custo de Vida), o Dieese também analisa a percentagem dos alimentos que compõem o índice que estão em queda, alta ou estáveis. Através desta análise, é possível determinar se a inflação, apesar de estar em alta, estaria perdendo fôlego ou não.

Menos produtos registraram inflação

Desta forma, em sua análise das variações dos preços, o Dieese, para verificar uma possível alteração do patamar da inflação, considerou como estáveis as variações de preços de até 1% para cima ou para baixo.

Assim, os preços que subiram mais do que 1% foram considerados como tendo comportamento inflacionário, enquanto os que caíram mais de 1% são considerados como tendo comportamento de deflação.

Ao analisar os dados do levantamento de janeiro, o Dieese constatou que pouco mais de 47% dos itens que compõem o índice estavam com comportamento inflacionário, muito acima do percentual registrado em fevereiro do ano passado, que era de 32%. Entretanto, com relação ao percentual de janeiro deste ano foi constatada uma forte retração, visto que o percentual era de 58%.

Aumentou a participação dos produtos que ficaram estáveis

No que se refere aos produtos cujos preços estão estáveis, o percentual em fevereiro deste ano era de 36%, bem abaixo daquele registrado em fevereiro do ano passado, quando cerca de 51,5% dos produtos estavam com preços estáveis. A boa notícia é que com relação ao mês de janeiro este percentual mostra uma evolução, confirmando que a inflação pode estar perdendo fôlego. Em janeiro o percentual de preços estáveis era de 33,7%.

Finalmente, no que se refere aos preços em deflação, o percentual neste mês de fevereiro era de 16,8%, praticamente estável em relação a fevereiro do ano passado, quando 16,5% dos itens estavam com preços em queda. Ainda mais significativa é a constatação de que o percentual de preços com deflação dobrou em fevereiro, visto que em janeiro era de apenas 8,4%.

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Além da tendência de desaceleração dos preços, que fica evidente na análise da queda do percentual de produtos que registraram aumento de 1%, a inflação medida pelo ICV para o mês de fevereiro (1,35%) também recuou forte em relação a janeiro, quando a variação do ICV ficou em 2,92%. Apesar disto, a variação acumulada de 12 meses é de 16,42%, indicando que o controle da inflação ainda deve ser uma das preocupações do governo nos próximos meses.