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SÃO PAULO – Representantes da classe artística, deputados e estudantes estão longe de entrar em um acordo com relação à meia-entrada. Em mais uma audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, a proposta de limitar em 40% a venda de ingressos de meia-entrada a estudantes e idosos gerou mais divergências.
Tanto no encontro realizado na quinta-feira (30) quanto naquele realizado em maio para debater o mesmo tema, o único ponto de consenso referiu-se à emissão da carteirinha de estudante pela Casa da Moeda. Para os debatedores, tal medida ajudaria a evitar fraudes.
Produtores
O presidente da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos, Lúcio Oliveira, defendeu o limite de venda de ingressos de meia-entrada. Para ele, com a medida, será mais fácil calcular quantas entradas seriam inteiras e quantas seriam vendidas pela metade do preço.
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Dessa forma, segundo Oliveira, seria possível não deixar os ingressos caros demais. “Eu preciso saber quanto custa um ingresso de inteira e um de meia para estabelecer uma média de preços que vai pagar os custos do espetáculo”, explicou, de acordo com a Agência Câmara.
Oliveira ainda lembrou que as fraudes ajudam a encarecer as entradas, o que desestimula não só os estudantes, mas também o pagador comum.
Estudantes
Como vêm fazendo, os estudantes se mostraram contra a limitação da venda de ingressos de meia-entrada. Para o presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Augusto Chagas, a entidade já é “naturalmente contra” a limitação.
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Assim como os representantes da classe artística, Chagas defendeu a criação de uma carteirinha emitida pela Casa da Moeda para ajudar a evitar fraudes. Para ele, com a redução do número de carteirinhas falsas, seria possível baratear o valor dos ingressos.
Para o deputado Sebastião Bala Rocha (PDT-AP), é preciso investir para que estudantes consumam produtos culturais. Dessa forma, segundo ele, é possível garantir a “formação de plateia atual e futura”.