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SÃO PAULO – Entidades que compareceram à audiência pública realizada pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados na quarta-feira (2) cobraram uma definição sobre um plano nacional efetivo para a redução de acidentes de trânsito.
“Há que se juntar os esforços sob uma coordenação única, central, para enfrentar esses desafios que são perenes”, afirmou, de acordo com a Agência Câmara, o coordenador científico da Transitoamigo (Associação de Amigos, Parentes e Vítimas de Trânsito), Fernando Moreira.
Mau desempenho
Segundo ele, o Estado não tem cumprido seu papel na área de trânsito. O presidente do IST (Instituto de Segurança no Trânsito) tem a mesma opinião. Ele criticou a falta de articulação entre as esferas de governo e afirmou que a fiscalização é insuficiente. “O diagnóstico foi razoavelmente feito e sabemos o que fazer para reduzir a violência no trânsito, mas faltam articulação e fiscalização”.
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Durante a reunião, o coordenador do Movimento SOS Estradas, Rodolfo Rizzotto, também questionou o papel que o País exerce para reduzir os números de acidentes e ressaltou que o Brasil não está sendo competente no trato dessa questão. Ele ainda disse que os dados divulgados pelo Denatran não são confiáveis. Para ele, é preciso que se coloque em prática a legislação brasileira.