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SÃO PAULO – O uso de usinas termoelétricas para ampliar o fornecimento de energia pode se refletir no bolso dos brasileiros. Os sucessivos recordes no consumo de energia desta semana fizeram com que o governo decidisse ativar algumas termoelétricas, em acréscimo à energia gerada nas hidroelétricas, o sistema padrão do País.
Durante a apresentação de balanço de três anos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), na quinta-feira (4), a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Housseff, disse que é natural o uso de usinas térmicas em caso de alta do consumo, como a vista neste início de mês. Porém, as usinas movidas a diesel não costumam ser usadas, porque a regra é utilizar primeiro a capacidade hídrica.
“Hoje nós temos um parque térmico pronto para ser utilizado. Por que nós não usamos? Porque nós queremos a tarifa mais barata para a população”, declarou Dilma, segundo a Agência Brasil.
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Mais caro
O calor registrado especialmente nas regiões Sul e Sudeste é o motivo apontado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) para os níveis recordes de consumo, pois estimula o uso de mais eletrodomésticos, em especial, o ar-condicionado.
Durante o mesmo evento realizado no Palácio do Itamaraty, o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, admitiu que o uso de termelétricas, que possuem custo maior, para fornecimento de energia extra impõe uma revisão de tarifas no final do ano. Mas isso seria mínimo e imperceptível, disse.
“Neste momento, como há um consumo intensivo, tornou-se necessário agregar um pouco de energia e recorremos a algumas poucas térmicas. Está tudo na mais perfeita ordem. Nunca houve tanto investimento no Brasil em transmissão e geração de energia como agora”, disse Lobão, descartando a possibilidade de novo apagão e salientando que não há termoelétricas em excesso sendo utilizadas.
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Ar e ventilador
A Eletros ( Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos) emitiu um comunicado dizendo que a onda de calor muito intenso, que supera as médias dos últimos anos para este período e atinge várias cidades do país nestes dias, tem levado muitos consumidores a adquirir ventiladores e aparelhos de ar-condicionado, em um ritmo maior do que o já esperado para esta época do ano.
“Por causa disso, constata-se a falta de alguns destes produtos nas lojas”, afirma a entidade. “ Para atender estes pedidos e permitir uma regularização o mais rápido possível desta situação, a indústria está trabalhando a pleno vapor e vai se manter neste ritmo pelos próximos meses”.