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SÃO PAULO – Viva o presente! Essa frase é dita por tantas pessoas e levada a sério por muitas outras, porém, quanto se trata de dinheiro ela não deve ser levada tanto em consideração. Isso porque, pensar somente no presente, e sair gastando seu dinheiro sem pensar no futuro pode fazer com que um dia você se arrependa das atitudes do passado.
Ter um comportamento mais responsável com o dinheiro, guardando uma parte dos ganhos para o futuro, é sempre importante e, em um período de crise e incertezas com emprego, essa atitude torna-se ainda mais necessária. Isso está sendo aprendido na marra até mesmo pela sociedade mais consumista: a americana.
Uma pesquisa recente do The Principal Financial Group mostrou que a crise financeira levou a um aumento no número de americanos preocupados em guardar dinheiro para a aposentadoria, de 60% no quarto trimestre do ano passado para 66% no mesmo período deste ano. Além disso, 14% das pessoas aumentaram a quantidade de dinheiro guardada, contra 11% no ano passado.
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Mais controle financeiro
Os americanos também estão mudando comportamentos típicos devido à crise financeira. Agora, 58% deles checam regularmente o saldo de suas poupanças para aposentadoria. “Infelizmente foi necessário uma crise financeira como essa para que se notasse uma mudança significativa no comportamento dos trabalhadores americanos, que estão gastando menos e reavaliando seus compromissos com a segurança financeira”, afirma o presidente de serviços de aposentadoria e investimentos do grupo, Dan Houston.
O levantamento também indicou que 67% dos americanos estão preocupados com a estabilidade no emprego e, por isso, estão se preparando para um cenário ruim, com o corte de gastos supérfluos (atitude tomada por 43% dos entrevistados) e o aumento na quantidade de dinheiro que guardam por mês (23%).
Quanto ao consumo, apenas 10% dos trabalhadores afirmaram que fizeram algum tipo de compra devido aos incentivos e facilidades oferecidas pelos compradores. Por outro lado, 43% disseram que somente um corte nos impostos faria com que eles comprassem mais.
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No Brasil
Por aqui, de acordo com pesquisa Datafolha, 33% dos entrevistados desistiram de comprar algum produto ou bem por causa da crise. O percentual é maior do que os 21% apurados no último levantamento, realizado em novembro.
A pesquisa, realizada com 11.204 brasileiros a partir dos 16 anos de idade, revela ainda que, entre aqueles que desistiram de comprar, os produtos mais citados são os duráveis e de maior valor, como os automóveis, com 7% das respostas, seguidos por móveis e casas e apartamentos, ambos com 4% das declarações.