Em sete anos, preço das tarifas bancárias mais do que duplica e supera inflação

Apenas nos 12 meses encerrados em julho, serviços ficaram 20% mais caros, em cenário de inflação menor do que 5%

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SÃO PAULO – Levantamento feito pela agência de classificação de risco Austin Rating mostrou que 20% dos ganhos dos bancos são correspondentes a tarifas impostas ao consumidor. E dados da Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas (Fipe) mostram que, de janeiro de 2000 a julho deste ano, os preços desses serviços mais que duplicaram: o avanço foi de poucos menos de 160%, contra uma inflação acumulada de algo em torno de 55%.

Apenas no período de um ano encerrado no sétimo mês de 2007, as tarifas ficaram 20% mais caras, adicionou a Fipe – isso em um cenário de inflação menor do que 5%. Para se ter uma idéia, a Austin informou recentemente que a receita com tarifas bancárias cresceu quase oito vezes desde o Plano Real e dobrou no governo Lula, atingindo R$ 52,8 bilhões em dezembro do ano passado.

No bolso

Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) com 12 bancos revela que as cestas dos serviços mais freqüentes na vida de quem possui uma conta-corrente podem ser até 5,6 vezes (ou 460%) mais caras dependendo do banco escolhido.

Para se ter uma idéia, o pacote básico de tarifas do banco Safra custa R$ 120, contra R$ 672 da MultiCesta 2 do banco Real, que possui os mesmos serviços.

Já conforme a Fundação Procon de São Paulo, a maior diferença na cobrança de tarifa avulsa ocorreu no serviço manutenção do cartão magnético (função débito/conta-corrente especial, valor mensal): enquanto a Nossa Caixa cobra R$ 6, o Safra cobra R$ 1,67, o que representa uma diferença de 259,28%.