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SÃO PAULO – O Dieese, Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos, divulgou nesta segunda-feira alguns dados sobre o aumento do custo médio da cesta básica, comparando a evolução de preços entre alguns estados e cidades.
No mês de novembro, as 16 capitais pesquisadas pelo órgão apontaram um forte aumento nos preços da cesta básica, com destaque para o aumento nas seguintes capitais: Rio de Janeiro (9,89%), em Curitiba (9,29%), em São Paulo (8,88%) e em Belo Horizonte (8,28%). Nos últimos 12 meses a cesta básica registrou aumento em todas as capitais do país, sendo que em 10 delas o aumento superou os 20%. Menor variação da cesta básica em 12 meses já alcança 15%.
Dentre os itens que compõem a cesta básica, seis deles registraram aumento em todas as capitais do país: carne, arroz, pão, açúcar, óleo e farinha (de trigo e de mandioca), que subiram em todas as localidades pesquisadas.
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Inflação em alta em todo o país
Entre as capitais pesquisadas em novembro, Porto Alegre foi a que apresentou o maior valor para a cesta básica, atingindo R$ 161,58, o que representa um aumento de 6,85% frente ao mês anterior. No acumulado do ano a capital do Rio Grande do Sul acumula alta de 23,23%.
Em São Paulo, o preço da cesta básica atinge R$ 154,74 e a variação positiva no preço da mesma desde o início do ano atinge 20,33%. Em Curitiba a cesta básica é vendida a R$ 150,65 e acumula alta de 15,29% no ano. No Rio de Janeiro, a cesta custa R$ 148,05, enquanto em Florianópolis a mesma sai por R$ 147,77.
Vale destacar que no acumulado do ano, nenhuma capital apresentou retração do preço da cesta básica, ficando as cidades de Vitória (13,67%), Brasília (13,92%) e Curitiba (15,29%), com as menores altas acumuladas. Já os menores preços foram verificados no Recife (R$ 116,25), em João Pessoa (R$ 116,71) e em Salvador (R$ 117,25).
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Dólar influenciou preço da cesta básica
A principal causa do aumento dos preços dos itens da cesta básica pesquisada pelo Dieese foi a forte desvalorização do real nos últimos meses, que começou a ser repassada para os consumidores, uma vez que muitos desses produtos são cotados em dólar no mercado internacional, ou dependem de matéria prima importada.
A maior alta ficou com o preço do açúcar, que subiu 47,62% em São Paulo e 47,06% em Porto Alegre. Já o arroz subiu 18,03% em Porto Alegre e 17,47% em Fortaleza. A carne também registrou aumento em todas as cidades pesquisadas, destacando-se Curitiba com aumento de 14% e Belém com alta de 13,42%.
O óleo de soja também subiu de forma generalizada, destacando-se os aumentos em Brasília (12,50%) e Florianópolis (11,91%), enquanto o pão subiu 11,67% em Curitiba e 10,23% em Natal. O preço do leite subiu em dez capitais, com destaque também para Natal (10,48%) e Recife (7,69%), enquanto o da manteiga subiu em quinze cidades, destacando-se Natal (28,57%) e Brasília (19,13%).
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Finalmente, no caso da farinha de trigo, na região Centro-Sul, os aumentos chegaram a 19,84%, em São Paulo, e 19,57% em Brasília. Já no Norte e Nordeste, onde a farinha pesquisada é a de mandioca, as maiores variações positivas ficaram com Fortaleza (23,08%) e Salvador (16,98%).