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SÃO PAULO – A tendência é que o volume de crédito liberado no Brasil passe dos atuais 33% em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) para 35% até o final do ano. Já para o ano que vem, segundo a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), essa proporção deve atingir 38%.
“A geração de empregos vai continuar aquecida, o que fará com que o consumo também aumente. Ao que tudo indica, o avanço deve se manter em 2008”, comentou o presidente da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), Érico Sodré.
Compra, produção e emprego
Na avaliação do especialista, um bom exemplo são as vendas de carro. Quanto mais o comércio for estimulado – este, por sua vez, motivado pela facilidade em se obter crédito -, maior será a produção industrial e a necessidade de contratação de mão-de-obra. “O mesmo acontece com a construção civil e a venda de imóveis”, adicionou.
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Em outubro, conforme dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), foram comercializados algo em torno de 230 mil carros e utilitários. Esse total representa alta de quase 20% na comparação com o mês anterior e de aproximadamente 40% frente ao mesmo mês de 2006.
No caso de imóveis, as comercializações de construções novas cresceram 10,64% nos primeiros oito meses deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Dados do Secovi-SP (Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo) mostram que, de janeiro a agosto, foram quase 19,5 mil unidades, ante cerca de 17,6 mil do mesmo período de 2006.
“O crédito movimenta a economia como um todo: o comércio e a indústria”, explicou.
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Preço do financiamento
De acordo com o Banco Central, as concessões de crédito ao consumidor por meio de recursos livres atingiram R$ 44,992 bilhões no nono mês de 2007, o que equivale a uma média diária de R$ 2,368 bilhões. Na comparação com agosto (R$ 2,153 bi), em termos de média diária concedida, foi registrada alta de 10%. Já frente a setembro de 2006 (R$ 2,051 bi), houve 15,5% de aumento.
E para garantir um aumento da procura dos consumidores pelo crédito, o custo de emprestar deve ficar mais barato no ano que vem. Depois de não se alterar em setembro, a taxa média de juro praticada aos consumidores caiu de 7,25% para 7,21% em outubro, conforme pesquisa divulgada na última quarta-feira (21) pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças). Apesar da redução e da percentagem ser a menor já registrada pelo levantamento, a taxa anualizada ainda é bastante alta, de 130%.
O motivo dessa expectativa, conforme análise feita pela associação no documento de divulgação do estudo mensal, são as contantes reduções na taxa básica de juros da economia, a Selic, que atualmente está em 11,25% ao ano. Acredita-se que em dezembro o balizador esteja em 11%.