Publicidade
SÃO PAULO – Neste final de ano o consumidor terá que fazer um esforço maior para conseguir comprar tudo que precisa sem ficar no vermelho. Isto porque diante da forte valorização do dólar nos últimos meses, vários produtos que vão desde alimentos até eletroeletrônicos sofreram fortes reajustes nos preços.
O pior é que alguns produtos devem sofrer novos reajustes até o final do ano, de forma que o consumidor que não quiser terminar o ano atolado em dívidas não tem outra alternativa senão comprar menos.
Eletrodomésticos e brinquedos sobem entre 8% e 10%
Depois de sofrer com o racionamento de energia, que prejudicou as vendas do ano passado, o setor de eletro-eletrônicos já estuda um reajuste de preços para o Natal. A expectativa é de que os preços de geladeiras, fogões e freezers acabem aumentando em média 8% até o final do ano.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Da mesma forma, os brinquedos, principalmente os importados, devem sofrer reajustes de até 10%. No caso dos brinquedos os aumentos já podem ser vistos neste mês de Outubro, em que diante do Dia das Crianças, os preços acabaram sofrendo reajustes. A aposta do setor é a de que ninguém deixa de presentear uma criança no Natal, preferindo não presentear outras pessoas a deixar de comprar um brinquedo.
Renegociação difícil
Os grandes varejistas já haviam reclamado sobre os aumentos de alguns produtos, o que tem levado alguns deles a adiar suas compras de forma a evitar repasse destes aumentos para o consumidor.
Contudo, diante da queda na atividade econômica, muitos destes fabricantes acabaram optando por reduzir sua produção buscando através da menor oferta conseguir repassar reajustes nos produtos. Desta forma, as chances de renegociação de preços são menores, pois estes fabricantes não temem a sobra de produtos no mercado. O diretor de mercadorias do Carrefour, Luiz Carlos Costa, não concorda com esta visão e avisa que quem não baixar preço estará fora das lojas da varejista.
Continua depois da publicidade
Em alguns casos as negociações já duram meses e estão longe de serem concluídas. No caso dos eletro-eletrônicos, as negociações começaram em agosto e ainda não terminaram, com os fabricantes pedindo um reajuste de até 30%.
No caso dos alimentos, por exemplo, os varejistas têm optado pela redução do número de itens importados, como forma de controlar o repasse de preços. O Pão de Açúcar, por exemplo, estima que terá 20% a menos de produtos importados neste Natal do que no ano passado. Por sua vez, o Carrefour estima que suas prateleiras terão no máximo 10% dos produtos de origem estrangeira, com a grande maioria sendo de origem nacional.