Eletricidade deve subir mais 2,38% até final do ano

Estimativa faz parte da Ata do Copom publicada nesta quarta-feira, que prevê aumento de 20% nas tarifas para 2002 e de 25% para o próximo ano

Publicidade

SÃO PAULO – O forte aumento dos chamados preços administrados, que incluem os combustíveis e tarifas de energia, tem sido um dos principais fatores por trás da alta da inflação nos últimos meses. Esta situação é ainda pior no caso das tarifas de energia, cujas tarifas são ajustadas pelo IGP-M, pois os reajustes de um ano acabam se propagando para o próximo.

Exatamente por isto o novo governo eleito já estuda a possibilidade de rever os contratos de concessão do setor, buscando substituir o reajuste das tarifas, atualmente feito com base no IGP-M, por outro indexador.

Tarifas devem fechar o ano em alta de 20%

Com base nos dados divulgados na Ata da última Reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nesta quarta-feira, as tarifas de energia elétrica devem fechar o ano em alta de 20%. Este aumento fica abaixo daquele previsto no final de outubro, quando o Copom apontava para um reajuste no ano de 21,2%

Como boa parte deste aumento, cerca de 17,2%, já aconteceu entre os meses de janeiro e outubro, a expectativa é de que até o final do ano as tarifas subam outros 2,38%. Além disto, foi revisto mais uma vez a previsão de reajuste no preço das tarifas para 2003, que agora passa a ser de 27%. No mês passado o Copom já havia aumentado sua projeção de reajuste para 2003 de 21% para 25%.

A revisão para cima das projeções de reajuste para 2003 reflete o forte aumento da inflação medida pelo IGP-M, que tem participação significativa no aumento dos preços de energia. Para se ter uma idéia, até o final de setembro deste ano a inflação acumulada pelo IGP-M estava em 10,54%, percentual que subiu para 14,82% em outubro. Com isto, no final de outubro a variação acumulada em 12 meses do índice já se encontrava em 16,33%, frente a 13,67% no final de setembro.