Dieese: produtos com baixa influência do dólar encarecem mais

Dentre eles, podemos citar serviços em geral (1,38% de inflação), consultas médicas (2,34%) e aluguel (2,03%)

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SÃO PAULO – Bens e serviços com menor influência do dólar, como consultas médicas e lanches, foram os que mais registraram inflação entre agosto e outubro deste ano.

Dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgados nesta quarta-feira (5), revelaram que, no trimestre analisado, a inflação medida pelo ICV (Índice de Custo de Vida) foi de 0,89%. O grupo de baixa influência do câmbio – sem insumos importados e produzidos no País – sofreram alta de 1,18% nos preços.

Os destaques, neste grupo, ficaram com água e esgoto (5,11%), serviços domésticos (3,83%), condomínio (3,06%), consultas médicas (2,34%), aluguel (2,03%) e lanches (1,44%).

Outros grupos

Ao contrário do que se esperava, os grupos de média e alta influência do câmbio nos preços não apresentaram os maiores reajustes no período analisado.

No caso do grupo de média influência – viáveis para exportação, com concorrência externa -, a inflação de agosto a outubro foi de 0,40%. Os destaques de aumento de preços, neste caso, ficaram com medicamentos (0,18%), produtos de higiene e de beleza (0,11%) e carne bovina (2,23%).

Já nos de alta influência – importados ou exportados -, os preços ficaram 0,59% mais caros, sendo que houve quedas de preços expressivas em azeites (-1,18%) e azeitona (-3,78%).

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Produtos e serviços

Os dados revelaram que os grandes causadores da inflação no trimestre analisado foram os serviços, com alta nos preços de 1,38%, frente a uma alta bem menor dos produtos (0,39%).

No caso dos serviços, são justamente aqueles que não apresentam qualquer relação com o câmbio e que se situariam entre os de baixa influência cambial que mostraram maiores elevações de preços. Portanto, o estudo do Dieese conclui que o aumento da inflação no terceiro trimestre não pode ser atribuído ao câmbio.

No período analisado, o dólar registrou um aumento de 39%, frente ao real, mas não o suficiente para pressionar a inflação.