Dieese: paulistanos arcam com o custo mais elevado da cesta básica no Brasil

Na capital de SP, o conjunto de itens custava R$ 178,22 em julho, comprometendo 64,33% do salário mínimo dos trabalhadores

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SÃO PAULO – Apesar de ter ficado 2,69% mais barata em julho, em sua segunda queda consecutiva, a cesta básica vendida na capital paulista continua a mais cara do Brasil, comercializada a R$ 178,22. As informações fazem parte de pesquisa mensal realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) em 16 capitais do País.

As retrações observadas em São Paulo não foram suficientes para fazer o grupo de gêneros alimentícios perder a primeira posição do ranking, porque Porto Alegre e Brasília, respectivamente, segunda e terceira colocadas nesta lista, têm apresentado variações negativas mais intensas nos últimos meses. Em julho, estas oscilações chegaram a -4,01% na capital gaúcha e a -4,55% na capital federal.

De acordo com informações divulgadas nesta terça-feira (2), o aumento verificado na capital paulista nos últimos doze meses atinge 2,45%. Já no acumulado dos sete primeiros meses de 2005 a alta é de 3,50%.

Só feijão carioquinha ficou mais caro

Entre os 13 itens pesquisados em São Paulo, apenas o feijão carioquinha registrou aumento de preço em julho, na comparação com junho, ficando 6,43% mais caro. Já o custo do leite in natura permaneceu estável no período.

Houve queda em outros 11 produtos, especialmente batata (-19,37%), tomate (-5,99%) e açúcar refinado (-4,10%). Um mês antes, estes mesmos itens haviam protagonizado as retrações mais fortes.

No acumulado dos últimos doze meses, cinco produtos apresentaram diminuição de preço, sendo que as maiores variações ocorreram com o arroz (-24,00%), o óleo de soja (-21,77%) e o tomate (-15,70%). Já no ranking de maiores altas, feijão (40,02%), açúcar (15,84%) e café (11,26%) dividem os primeiros lugares.

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Cesta básica consome 64,3% do salário do paulistano

Ao atingir o valor de R$ 178,22, a cesta básica passou a comprometer 64,33% do salário mínimo líquido do trabalhador de São Paulo. A conta já deduz a quantia recolhida à Previdência Social. Embora elevada, esta parcela de comprometimento é menor que os 72,45% que eram exigidos em julho de 2004.

Outro indicador que também apresenta melhora é aquele que mede o tempo de trabalho necessário para aquisição da cesta básica. Quem ganha salário mínimo foi obrigado a trabalhar 130 horas e 42 minutos em julho. No ano passado, este tempo era de 147 horas e 11 minutos.