Dieese: custo de vida sobe mais para paulistanos de menor poder aquisitivo

Enquanto o índice geral aumentou 0,44 ponto percentual, para essas famílias, a taxa teve alta de 0,63 p.p. em julho

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SÃO PAULO – Os paulistanos viram os preços subirem 0,49% no sétimo mês deste ano. A taxa representa uma alta de 0,44 ponto percentual em relação a junho, quando foi registrado índice de 0,05%. Por estrato de renda, as famílias de menor poder aquisitivo, pertencentes ao estrato 1, tiveram a maior alta em julho, já que a taxa de inflação dessa classe ficou em 0,74%, contra 0,11% no mês anterior.

As informações, divulgadas nesta quinta-feira (6), fazem parte do ICV (Índice de Custo de Vida), apurado mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

Por renda

Segundo o levantamento, o ICV para o estrato 1 (composto por um terço das famílias mais pobres, que contempla os domicílios nos quais a renda média salarial fica em R$ 377,49 ao mês) registrou alta de 0,63 ponto percentual, para 0,74%. Estas famílias foram prejudicadas pelo aumento nos gastos com habitação e transporte, devido aos reajustes nas contas de luz e nas passagens dos ônibus interestaduais.

Para as pessoas inseridas no estrato 2 (famílias de nível intermediário, com rendimento médio de R$ 934,17 mensais), o ICV ficou em 0,54% em julho, contra 0,08% um mês antes. Habitação e Transporte também foram os principais fatores que contribuíram para a alta.

Considerando o estrato 3 (que reúne as famílias de maior poder aquisitivo, cuja renda média é de R$ 2.792,90 por mês), o Dieese aponta que o custo de vida subiu 0,36 p.p. em relação ao mês anterior, registrando uma variação de 0,69%, frente a de 0,03% registrada um mês antes.

Principais variações

No mês passado, as principais contribuições vieram das variações de preços dos grupos Habitação (1,62%), Transporte (0,51%) e Alimentação (0,42%), que atingiram todos os estrados no sétimo mês do ano, embora com impactos diferentes.

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Também contribuíram para a elevação do ICV os grupos Despesas Diversas (0,40%), Educação e Leitura (0,17%), Recreação (0,12%) e Despesas Pessoais (0,10%).

Por outro lado, contribuíram para conter a inflação as quedas nos preços dos segmentos de Vestuário (-0,75%), Equipamento Doméstico (-0,59%) e Saúde (-0,40%).

Acumulado

Nos últimos 12 meses – entre agosto de 2008 e julho de 2009 -, o ICV-Dieese acumula alta de 3,78%. Ao se considerar os diferentes estratos de renda, a maior taxa apurada foi a das famílias de maior poder aquisitivo (4,20%). Para as famílias do estrato 2, o aumento da inflação fica em 3,22%, enquanto, para aquelas com menor poder aquisitivo, corresponde a 3,11%.

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Os aumentos verificados em 12 meses devem-se, especialmente, às elevações apuradas nos grupos Despesas Pessoais (14,23%), Educação e Leitura (8,34%), Habitação (6,85%) e Alimentação (2,06%).