Dieese: cesta básica em SP recua 1,59% em setembro

A um custo de R$ 172,34, cesta já não está no primeiro lugar do ranking; Porto Alegre (R$ 173,60) apresentou alta de 0,43% sobre julho

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SÃO PAULO – A cesta básica do paulistano ficou 1,59% mais barata em setembro, em relação ao mês anterior. Com isso, seu custo de R$ 172,34 foi ultrapassado pelo registrado em Porto Alegre (R$ 173,60). No acumulado dos últimos 12 meses a queda é ainda maior, de 3,38%. Já nos nove meses deste ano houve uma relativa estabilidade, com variação positiva de 0,08%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica divulgada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) nesta segunda-feira (03).

O que subiu e o que baixou

Entre os 13 itens pesquisados em São Paulo, sete registraram queda de preço em setembro, na comparação com agosto, com destaque para a batata (-10,74%). Em seguida aparecem o feijão carioquinha (-8,53%), o tomate (-6,09%), arroz agulhinha tipo 2 (-3,85%), óleo de soja (-3,85%), manteiga (-1,50%) e a carne bovina de primeira (-0,48%).

Entre os produtos que apresentaram alta no preço, o café em pó merece destaque, com 8,01%. Em seguida aparecem o açúcar refinado (5,13%), a farinha de trigo (1,65%), a banana (0,60%) e o pão francês (0,60%).

Levando em consideração o acumulado nos últimos 12 meses (de outubro de 2004 a setembro de 2005), seis itens registraram alta no preço. Destes, o feijão foi o produto que mais subiu (39,29%). Na seqüência estão o café (21,13%), a manteiga (9,45%), o leite (5,12%), o pão (4,61%) e a carne (1,71%).

Já entre os que apresentaram retração no mesmo período os destaques ficam para a batata (-37,57%), tomate (-34,63%), arroz (-24,24%), óleo (-21,79%), farinha (-6,46%), açúcar (-3,61%) e banana (-1,61%).

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Tempo de trabalho para comprar a cesta

O tempo de trabalho gasto para aquisição da cesta básica também é outro indicador que apresentou melhora. Em setembro o trabalhador teve que cumprir uma jornada de 126 horas e 23 minutos frente às 128 horas e 25 minutos exigidas em agosto.

Analisando o acumulado dos 12 meses a redução é mais significativa já que em setembro de 2004 o trabalhador tinha que trabalhar 150 horas e 56 minutos para comprar todos os itens que compõem a cesta básica.

A queda dos preços dos produtos tem permitido a redução da jornada de trabalho necessária para a compra da cesta básica. Há dez anos o trabalhador tinha que cumprir uma jornada de 181 horas e 58 minutos.

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Trabalhador compromete até 62,21% do salário

A um custo de R$ 172,34, a cesta básica passou a comprometer 62,21% do salário mínimo líquido do trabalhador, já deduzida a quantia recolhida pela Previdência Social. Em agosto a parcela de comprometimento era de 63,21% e em setembro de 2004, 74,29%.