Dieese: alta do custo de vida em janeiro afeta mais paulistanos com menor renda

Para os paulistanos do estrato 1, o ICV ficou em 0,98%; para os do estrato 2, em 0,86%; e para os do estrato 3, em 0,87%

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SÃO PAULO – Os paulistanos viram os preços subirem 0,88% no primeiro mês deste ano. A taxa, 0,21 ponto percentual abaixo da apurada em dezembro de 2007, pesou mais no bolso das famílias do estrato 1, com renda mais baixa.

As informações, divulgadas nesta terça-feira (12), fazem parte do ICV (Índice de Custo de Vida), apurado mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

Por renda

Segundo o levantamento, o ICV para o estrato 1 (composto por um terço das famílias mais pobres, que contempla os domicílios nos quais a renda média salarial fica em R$ 377,49 ao mês) registrou variação de 0,98% em janeiro. Um mês antes, o índice havia sido de 1,34%, o que representa queda de 0,36 ponto percentual.

Para as pessoas inseridas no estrato 2 (famílias de nível intermediário, com rendimento médio de R$ 934,17 mensais), os preços subiram 0,86% no mês passado, 0,39 p.p. a menos frente ao 1,24% de dezembro de 2007.

Considerando o estrato 3 (que reúne as famílias de maior poder aquisitivo, cuja renda média é de R$ 2.792,90 por mês), o Dieese aponta que o custo de vida registrou variação positiva de 0,87% no primeiro mês do ano. Um mês antes, a inflação havia sido de 0,96%, 0,09 ponto percentual maior.

Principais variações

Em janeiro, a forma como as famílias distribuem os gastos resultou em impactos inflacionários distintos, principalmente por conta da alta em educação e leitura, que afetou mais as famílias de maior nível de rendimento.

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No mês passado, os preços deste grupo subiram 3,42%, em média. Para as famílias do estrato 1, a alta foi de 2,82%, para as do estrato 2, de 3,39%, e para as de maior poder aquisitivo, do estrato 3, de 3,48%.

Por outro lado, os custos do segmento de despesas diversas (que inclui os gastos com animais e comunicação) ficaram 4,07% maiores entre dezembro e janeiro. Entre as pessoas de menor renda, a alta foi de 4,91%, para as do estrato 2, de 4,93%, e para as mais abastadas, de 3,59%.