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SÃO PAULO – De acordo com o presidente da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), Roque Pelizzaro Júnior, a crise financeira internacional deve impactar as regiões brasileiras de formas diferentes neste Dia das Mães.
De modo geral, disse ele, espera-se uma redução de 23% no tíquete médio nacional, passando de cerca de R$ 130 em 2008 para R$ 100 este ano. O menor valor, segundo ele, deve ficar com a região Norte, igual à média nacional.
Já os maiores gastos ficarão por conta das regiões Sul, entre R$ 200 e R$ 220, e Sudeste, por volta de R$ 250. Moradores do Nordeste e Centro-Oeste devem desembolsar aproximadamente a mesma quantia, entre R$ 120 e 150.
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“Nas regiões mais pobres, este Dia das Mães será de lembrancinhas, até mesmo pelas características locais das regiões. Já no Sul e Sudeste, teremos uma boa venda no setor de perfumes e cosméticos e um crescimento de cerca de 30% nas vendas dos produtos de linha branca, que tiveram redução do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados], o que ajudará a manter o tíquete médio dessas regiões alto, na medida que estes produtos possuem valor elevado”.
Vendas
O fato de o brasileiro gastar menos este ano, em relação ao ano passado, não significa, entretanto, que um número menor de mães serão presenteadas no próximo domingo (10).
Neste Dia das Mães, estima-se um acréscimo em torno de 3% nas vendas nacionais, em relação a 2008, com destaque para a região Nordeste, que deve crescer 4,5%. Já no Sul e no Sudeste, a evolução será bem menor, por volta de 1,5%. Norte e Centro-Oeste não apresentaram variações.
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Isso porque, segundo Pelizzaro, as duas regiões mais ricas do País sentiram mais os efeitos da crise, pois concentram um maior número de pessoas dependentes do emprego formal, que acabaram comprando menos.
Nas outras regiões, por sua vez, os efeitos neste sentido foram menores, já que elas dependem menos do trabalho formal e concentram um número maior de pessoas beneficiadas pelos programas do governo, que não foram afetados pela crise.