Custo elevado pode barrar medida que exige bafômetro em veículos novos

Projeto quer obrigar a instalação do equipamento, mas relator já deu parecer negativo, por instalação ser cara

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SÃO PAULO – Medida que tramita na Câmara dos Deputados pretende tornar o bafômetro mais um item obrigatório em veículos novos. A proposta será analisada pela Comissão de Viação e Transportes ainda neste semestre e já tem a rejeição do relator, deputado Mauro Lopes (PMDB-MG), que afirmou que o alto custo dos equipamentos será um obstáculo para a instalação.

O equipamento identificaria se o motorista consumiu bebidas alcoólicas além do limite permitido. Quando detectado alcoolismo, o equipamento trava automaticamente a ignição do automóvel. Para Lopes, no entanto, a obrigatoriedade não é necessária, pois os preços dos veículos já são elevados.

“Embora se admita que tal equipamento possa contribuir para a diminuição do risco oferecido por condutores considerados imprudentes, não parece razoável exigir sua instalação, como item obrigatório, em todos os veículos saídos de fábrica no Brasil, onde o preço dos automotores já é mais elevado”, considerou, de acordo com a Agência Câmara.

Custo-benefício

O autor do Projeto de Lei 2.176/07, deputado Jurandy Loureiro (PSC-ES), afirma ter feito pesquisa segundo a qual, considerando os índices de acidentes de trânsito, o custo do equipamento, de cerca de US$ 2 mil, seria baixo.

Ele ressalta ter ouvido várias autoridades que constataram a eficácia do equipamento e considera a obrigatoriedade importante, pois condicionaria o motorista a ter um comportamento mais responsável, mas observa que em nenhum país há legislação que obrigue a instalação do equipamento.

Já o especialista em segurança de trânsito, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), disse ser preferível investir em equipamentos que contribuam para a segurança do veículo, como freios ABS e air-bags. O coordenador da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), acredita que a fiscalização seja mais eficaz, para impedir a mistura “álcool e volante”.